Quando cheguei em Lyon, sentia muuuuuuuiiiito frio, um frio que chegava a doer. Os termômetros acusavam temperaturas entre -4ºC e + 4ºC. Ficava pensando como seria possível viver em um lugar tão gelado, usando sempre tantas roupas. Mas me impressionava ao ver as francesas saindo apenas com calça jeans e um sapato boneca sem meia, ou mesmo de saia e meia calça fina...

Há uns dias atrás, meu pai me perguntou: _ E aí? Já parou de sentir tanto frio?
Então, pensei um pouco para responder, porque não tinha prestado atenção nisso e disse: _ Sim, acho que sim.
Só aí que percebi que, ao poucos, parei de usar muitas roupas. Ultimamente, me sinto no verão enquanto os termômetros daqui acusam 11ºC, 15ºC. Isso em BH significaria um super mega inverno. Mas atualmente, com essas temperaturas, saio com uma calça, meias curtas, tênis, uma blusa normal de mangas compridas e um casaco que acaba ficando nas minhas mãos ou na cestinha da bicicleta enquanto me desloco pela cidade. Intrigante, não?
Só aí que percebi que, ao poucos, parei de usar muitas roupas. Ultimamente, me sinto no verão enquanto os termômetros daqui acusam 11ºC, 15ºC. Isso em BH significaria um super mega inverno. Mas atualmente, com essas temperaturas, saio com uma calça, meias curtas, tênis, uma blusa normal de mangas compridas e um casaco que acaba ficando nas minhas mãos ou na cestinha da bicicleta enquanto me desloco pela cidade. Intrigante, não?
Pois é. Como sou curiosa, e nunca saí da "fase do por que?", resolvi procurar entender esse fenômeno e, sim, fiz uma pesquisa (viva a internet!).

Deparei-me com uma experiência feita com três bacias contendo água em diferentes temperaturas. Nesta experiência, é proposto para um indivíduo que ele mergulhe suas mãos em um recipiente contendo água à temperatura da pele (aproximadamente 32ºC) para avaliar se a água está quente ou fria. A "sensação térmica" provocada com esse contato levará o indivíduo a concluir que a água está morna. Logo em seguida, o indivíduo é orientado a colocar a mão direita em outro recipiente com água à temperatura de 29ºC, aproximadamente, e a mão esquerda em um terceiro recipiente com água a cerca de 35ºC.
A sensação térmica provocada com esses contatos levará o indivíduo a concluir que a mão direita foi colocada em água fria e que a esquerda, em água quente. Depois de deixar, por algum tempo as mãos mergulhadas em cada uma dessas bacias, o indivíduo é solicitado a mergulhá-las novamente na primeira bacia, isto é, na que contém água à temperatura de 32ºC.
Surpreso, o indivíduo perceberá sensações térmicas diferentes: a mão direita informa que a água está quente, mas a esquerda informa que a mesma água está fria. A experiência encerra-se com a conclusão de que o tato não se presta a medir temperaturas com precisão (por isso, necessidade de termômetros que permitam unificar a escala de medida de temperatura e que a meçam de maneira objetiva).
Daí, vem uma explicação de "Zero Fisiológico"que é como uma temperatura padrão para efeito de comparação com outras temperaturas com as quais o corpo está em contato. Na experiência das três bacias, a pele e a água das bacias tendem a entrar em "equilíbrio térmico". A pequena, mas significativa, alteração na temperatura da água na qual foi mergulhada a mão direita é suficiente para estimular os receptores da pele para o frio. Depois de permanecer alguns instantes à temperatura de 29ºC, pode-se considerar que essa temperatura passa a ser o "zero fisiológico" para a mão direita. Isso também explica por que a água a 32ºC passou a ser considerada quente quando a mão direita foi nela mergulhada. Explicação idêntica pode ser dada quanto à mão esquerda ao ser colocada na água morna. O pequeno aumento de temperatura provoca o estímulo dos receptores cutâneos para o calor e, por isso, a água foi percebida como quente.
Isso tudo explica que: o meu corpo estava acostumado com a temperatura média de BH. Quando vim para cá, minha sensação térmica era de muito frio frente às baixas temperaturas de inverno. Entretanto, o meu corpo fez uma "adaptação térmica", que ocorre quando o cérebro se acostuma com as ininterruptas mensagens de "que frio!". Essas mensagens pararam de serem transmitidas.
O meu "zero fisiológico" agora é uma temperatura mais baixa, logo, em plena primavera, super inverno para o Brasil, sinto-me no maior verão.
A sensação térmica provocada com esses contatos levará o indivíduo a concluir que a mão direita foi colocada em água fria e que a esquerda, em água quente. Depois de deixar, por algum tempo as mãos mergulhadas em cada uma dessas bacias, o indivíduo é solicitado a mergulhá-las novamente na primeira bacia, isto é, na que contém água à temperatura de 32ºC.
Surpreso, o indivíduo perceberá sensações térmicas diferentes: a mão direita informa que a água está quente, mas a esquerda informa que a mesma água está fria. A experiência encerra-se com a conclusão de que o tato não se presta a medir temperaturas com precisão (por isso, necessidade de termômetros que permitam unificar a escala de medida de temperatura e que a meçam de maneira objetiva).
Daí, vem uma explicação de "Zero Fisiológico"que é como uma temperatura padrão para efeito de comparação com outras temperaturas com as quais o corpo está em contato. Na experiência das três bacias, a pele e a água das bacias tendem a entrar em "equilíbrio térmico". A pequena, mas significativa, alteração na temperatura da água na qual foi mergulhada a mão direita é suficiente para estimular os receptores da pele para o frio. Depois de permanecer alguns instantes à temperatura de 29ºC, pode-se considerar que essa temperatura passa a ser o "zero fisiológico" para a mão direita. Isso também explica por que a água a 32ºC passou a ser considerada quente quando a mão direita foi nela mergulhada. Explicação idêntica pode ser dada quanto à mão esquerda ao ser colocada na água morna. O pequeno aumento de temperatura provoca o estímulo dos receptores cutâneos para o calor e, por isso, a água foi percebida como quente.
Isso tudo explica que: o meu corpo estava acostumado com a temperatura média de BH. Quando vim para cá, minha sensação térmica era de muito frio frente às baixas temperaturas de inverno. Entretanto, o meu corpo fez uma "adaptação térmica", que ocorre quando o cérebro se acostuma com as ininterruptas mensagens de "que frio!". Essas mensagens pararam de serem transmitidas.
O meu "zero fisiológico" agora é uma temperatura mais baixa, logo, em plena primavera, super inverno para o Brasil, sinto-me no maior verão.

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5 comentários:
Ah ta. Explicou cientificamente pq diabos eu suei quando fez 13°C! Boa Carrrol! Beijos
Menina de ouro esta Carol!!!! Saletão!!!
Carol!!!
Será que dá pra você sanar duas dúvidas minhas?
1ª - Como é a licença a maternidade por aí?
2ª - Já que Lyon é a cidade de Alan Kardec, como ele e a doutrina espírita são vistos por aí?
Beijos ensolarados Cunhadinha!!!
Oi Sol,
Sobre a licença maternidade, a mulher tem direito a 16 semanas (normalmente, 6 semanas antes do parto e 10 depois). Sobre Alan Kardec e a doutrina espírita, nada posso te informar, pois realmente não sei.
Bjo Cunhadinha
Licença pequenininha...
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