sexta-feira, 26 de março de 2010

Está frio ou está quente?

Quando cheguei em Lyon, sentia muuuuuuuiiiito frio, um frio que chegava a doer. Os termômetros acusavam temperaturas entre -4ºC e + 4ºC. Ficava pensando como seria possível viver em um lugar tão gelado, usando sempre tantas roupas. Mas me impressionava ao ver as francesas saindo apenas com calça jeans e um sapato boneca sem meia, ou mesmo de saia e meia calça fina...


Há uns dias atrás, meu pai me perguntou: _ E aí? Já parou de sentir tanto frio?
Então, pensei um pouco para responder, porque não tinha prestado atenção nisso e disse: _ Sim, acho que sim.

Só aí que percebi que, ao poucos, parei de usar muitas roupas. Ultimamente, me sinto no verão enquanto os termômetros daqui acusam 11ºC, 15ºC. Isso em BH significaria um super mega inverno. Mas atualmente, com essas temperaturas, saio com uma calça, meias curtas, tênis, uma blusa normal de mangas compridas e um casaco que acaba ficando nas minhas mãos ou na cestinha da bicicleta enquanto me desloco pela cidade. Intrigante, não?

Pois é. Como sou curiosa, e nunca saí da "fase do por que?", resolvi procurar entender esse fenômeno e, sim, fiz uma pesquisa (viva a internet!).


Deparei-me com uma experiência feita com três bacias contendo água em diferentes temperaturas. Nesta experiência, é proposto para um indivíduo que ele mergulhe suas mãos em um recipiente contendo água à temperatura da pele (aproximadamente 32ºC) para avaliar se a água está quente ou fria. A "sensação térmica" provocada com esse contato levará o indivíduo a concluir que a água está morna. Logo em seguida, o indivíduo é orientado a colocar a mão direita em outro recipiente com água à temperatura de 29ºC, aproximadamente, e a mão esquerda em um terceiro recipiente com água a cerca de 35ºC.

A sensação térmica provocada com esses contatos levará o indivíduo a concluir que a mão direita foi colocada em água fria e que a esquerda, em água quente. Depois de deixar, por algum tempo as mãos mergulhadas em cada uma dessas bacias, o indivíduo é solicitado a mergulhá-las novamente na primeira bacia, isto é, na que contém água à temperatura de 32ºC.

Surpreso, o indivíduo perceberá sensações térmicas diferentes: a mão direita informa que a água está quente, mas a esquerda informa que a mesma água está fria. A experiência encerra-se com a conclusão de que o tato não se presta a medir temperaturas com precisão (por isso, necessidade de termômetros que permitam unificar a escala de medida de temperatura e que a meçam de maneira objetiva).

Daí, vem uma explicação de "Zero Fisiológico"que é como uma temperatura padrão para efeito de comparação com outras temperaturas com as quais o corpo está em contato. Na experiência das três bacias, a pele e a água das bacias tendem a entrar em "equilíbrio térmico". A pequena, mas significativa, alteração na temperatura da água na qual foi mergulhada a mão direita é suficiente para estimular os receptores da pele para o frio. Depois de permanecer alguns instantes à temperatura de 29ºC, pode-se considerar que essa temperatura passa a ser o "zero fisiológico" para a mão direita. Isso também explica por que a água a 32ºC passou a ser considerada quente quando a mão direita foi nela mergulhada. Explicação idêntica pode ser dada quanto à mão esquerda ao ser colocada na água morna. O pequeno aumento de temperatura provoca o estímulo dos receptores cutâneos para o calor e, por isso, a água foi percebida como quente.

Isso tudo explica que: o meu corpo estava acostumado com a temperatura média de BH. Quando vim para cá, minha sensação térmica era de muito frio frente às baixas temperaturas de inverno. Entretanto, o meu corpo fez uma "adaptação térmica", que ocorre quando o cérebro se acostuma com as ininterruptas mensagens de "que frio!". Essas mensagens pararam de serem transmitidas.

O meu "zero fisiológico" agora é uma temperatura mais baixa, logo, em plena primavera, super inverno para o Brasil, sinto-me no maior verão.



Se você quiser saber mais sobre o assunto, clique aqui, ou aqui, ou aqui.

domingo, 21 de março de 2010

Licença Médica na França

Domingão, almoço de família na casa da madame Françoise. Similar aos almoços de família no Brasil, tirando a nossa música alta, as risadas estridentes e o exagero de comida típico dos "teixeiras", mas muito agradável também.
Fomos avisados do almoço, no sábado, enquanto ela nos mostrava os petits gateaux (bolinhos) que preparava para a sobremesa.

#tecla sap#
_ Amanhã teremos uma refeição em família. Vamos almoçar mais cedo porque meu genro está de licença médica e, por isso, tem que estar na casa dele às 14 horas.
Não entendi direito sua afirmativa e então perguntei:
_ Ããã?
_ Meu genro, o que operou o dedo, ele está de licença médica e tem que voltar para casa todos os dias às 14 horas.

Depois de outros ãããs, explico a vocês:
O genro dela caiu de bicicleta e perdeu parte de um dedo. Na semana passada, ele fez a segunda cirurgia de reconstituição. Está de licença médica. Mas a licença médica aqui na França também é diferente da do Brasil.

Seja qual for o motivo, o trabalhador passa por uma consulta médica. O médico faz a avaliação e "receita" os dias de repouso.



Só que ele escreve como deve ser esse repouso informando:
  • se o trabalhador pode sair de casa,
  • de que horas a que horas ele pode sair de casa (incluindo finais de semana),
  • se ele pode viajar,
  • se ele pode passar um período na casa de familiares, e indica quais.

Só que, aqui, tem os "controladores" que são funcionários do Estado e que podem fazer uma visita domiciliar para verificar se o doente está realmente doente ou se tirou uns "dias de férias" para aproveitar, por exemplo, a neve em Val Cenis.

Mas, normalmente, os controladores aparecem depois do pedido de uma empresa desconfiada das intenções de seu empregado (e a empresa pode receber informações anônimas). E, como é o Estado que paga por todo o período de licença do trabalhador, este, se estiver agindo de má fé, é considerado como tendo cometido uma falta grave contra o Estado e contra a empresa.

Concluindo, se o empregado, que acha que três meses de férias por ano é pouco, resolve tirar uma licença médica, conseguindo simular um problema qualquer ao médico, se ele não se der bem com algum colega de trabalho, ou com algum vizinho, e não der uma super justificativa por estar esquiando sem orientação médica, ele pode, então, ficar sem o seu salário ou perder o seu emprego.

Madame Françoise jura que isso é possível aqui, mas também diz que os franceses podem criativos.


Impossível fazer isso no Brasil, ? De qualquer forma, achei esse "controle" muito estranho...

sexta-feira, 19 de março de 2010

Como vim parar aqui?

Fim da primeira semana de provas do curso de francês. Ufa! Fatigante! Como estudei muito para as provas, meu francês desenvolveu bastante nos últimos dias. É impressionante como progredimos quando sentamos bunda na cadeira e realmente estudamos.

Ontem fizemos uma prova de expressão oral na qual a professora nos deu um tempo de 4 minutos para falar sobre o tema: "Minha vida em Lyon". Mas, antes de fazer o nosso pequeno e intenso discurso, ele nos deu um tempo para refletir. Então pensei: como vim parar aqui?

É difícil escolher uma data ou um fato para marcar um início. Poderia falar que ter começado a fazer balé aos 4 anos influenciou a minha decisão, ou ter estudado psicologia, educação, psicomotricidade e ter lido tantos textos de autores franceses, ou sempre ter achado linda a sonoridade da língua francesa, ou ter ganhado de presente dos meus pais uma viagem pela Europa e ter começado a fazer aulas de francês para não ficar muito perdida na minha aventura sozinha em Paris, já que eu tinha escutado que os franceses não gostariam de falar comigo em inglês.


Nossa! Posso escrever um post só de motivos, de fatos da minha vida ou de características da minha personalidade, ou nomear pessoas que influenciaram na minha escolha. Mas, durante a minha reflexão pré prova, concluí que muitos fatores da minha vida me levaram a fazer esta grande mudança. Não tinha como ser diferente, tanto que estou aqui agora.

Mas, para quem quer fazer uma semelhante mudança na sua vida vida (mudar-se para a França), saiba que o caminho pode ser um pouco longo, cansativo, burocrático, mas bem possível.

Ao procurar por uma professora particular de francês, encontrei a minha querida Bia, depois que conheci uma de suas filhas em uma balada de Bh. A Bia tinha uma outra filha que morava e estudava em Lyon. Um dia, durante a aula, ela me perguntou: "Por que você não se muda para Lyon e faz um mestrado por lá?" Fui dormir com aquele pergunta ecoando na minha cabeça. Acordei e me perguntei: "Por que não?". Como não achei motivos para não ir e mil motivos para ir, então, fui!

Mas, para vir, tive que:
  • Escolher um curso (curso de francês) e me matricular nesse curso (como sou "chique, bem", fiz a matrícula pessoalmente durante meu tour pela Europa e acompanhada pela minha professeur de français).

  • Mas para isso, tive que: traduzir minha certidão de nascimento e diploma de faculdade, além de pagar a taxa de inscrição.
  • Com inscrição e comprovante de pagamento em mãos, cadastrar-me no CampusFrance e seguir as seis etapas do procedimento para obtenção do visto de estudante. O CampusFrance é um serviço pré consular. Você só consegue o seu visto passando por ele. Essas 6 etapas são muito chatas, principalmente porque você tem que preencher uns questionários em francês (Obrigada, Bia!), anexar os documentos originais, cópias traduzidas, por um tradutor juramentado, de seus documentos, diplomas e históricos escolares e, além disso, cópias autenticadas de tudo ( aí dói no bolso, porque, no meu caso, gastei mais de mil reais com isso), fora o tempo de ir nas faculdades para fazer os pedidos, pagar e depois voltar para buscar, enfrentar as filas dos cartórios...
  • Com o OK do CampusFrance, com a pasta de documentos traduzidos, fotocopiados e autenticados em mãos, dar entrada no pedido de visto ao Consulado. Mas para isso, você ainda tem que acrescentar ao seu dossiê (e pode se acostumar com essa palavra porque para tudo aqui na França você precisa fazer um "dossiê" e uma "carta de intenção" justificando até o porquê de você querer utilizar um banheiro):
  1. uma declaração de um responsável dizendo que ele vai te enviar pelo menos 430 euros por mês, uma declaração de idoneidade bancária dessa responsável (ambos traduzidos pelo tradutor juramentado), mais a sua última declaração de imposto de renda e os últimos 3 contra-cheques,
  2. declaração de alojamento na França, que quer dizer uma atestação de que você não vai morar nas ruas, serve até uma reserva de hotel por uma semana (mas o tema "procura de moradia na França" vale um outro post),
  3. passaporte válido e cópias das 3 primeiras páginas, um formulário amarelo devidamente reenchido em francês,
  4. uma foto um pouco maior que a 3X4,
  5. cpf com cópia,
  6. seguro viagem com cobertura de 30.000 euros para emergências e 30.000 euros para repatriamento. (Só que quando você chega aqui, você é obrigada a fazer um outro seguro saúde pago, mas barato, se você tem menos de 28 anos e é estudante, e pode fazer um gratuito, se você tem mais de 28 anos)
Aí o Consulado agenda a sua entrevista na Embaixada do Rio de Janeiro. Você vai até lá, certa de que está com tudo em mãos, mas te pedem algo que você não tem e que tem que providenciar rapidamente contactando a França, sendo que você ainda não fala bem francês. Mas você se vira (Obrigada, Amanda!) e consegue, e envia correndo para o consulado, que envia para a Embaixada que te envia o seu passaporte com o visto 3 horas antes de você ir para o aeroporto. No stress!

Pronto! Só isso! E você vem estudar francês na França antes de começar o seu mestrado (minha próxima montanha à vista). Mas quando você chega aqui, você percebe que os franceses amam serviço público, (grande parte da população trabalha como funcionário público) então, eles fazem a gente utilizá-lo bastante, mesmo se você acabou de chegar há uma semana e não entende o que eles falam. "Pas de problème"! Como eles dizem o tempo todo.

Esse caminho é longo e cansativo, mas a minha conclusão é que valeu a pena passar por tudo isso. Estou adorando viver aqui! Mesmo com saudades da família e dos amigos brasileiros, estar aqui, hoje, faz muito sentido na minha vida. Não poderia estar agora em um outro lugar. Não consigo explicar, só consigo sentir.
Beijos!

segunda-feira, 8 de março de 2010

Em VAL CENIS

Val Cenis é um resort de sky situado nos Alpes Franceses bem ao lado da Itália.
Não tenho como descrever o lugar, as pessoas com quem estive, os meus tombos, o meu final de semana...
Então, vejam algumas fotos.
Bjos












terça-feira, 2 de março de 2010

Aprendendo a Língua Francesa

Estou aqui em Lyon, há quase dois meses, praticamente por conta de aprender a língua francesa. "Que vida mansa" - vocês podem pensar. Realmente, quando eu penso que estou tendo a oportunidade de morar na França, numa cidade maravilhosa como Lyon, conhecendo pessoas diferentes e tendo experiências tão especiais, parece que ainda estou sonhando. Entretanto, com os pés no chão, la vie não é tão rose...

Cheguei em uma cidade na qual não conhecia ninguém. Estive aqui em outubro do ano passado, mas fiquei menos de dois dias, então, tinha só uma pequena noção da cidade. Não sabia onde ficava nada e mal me comunicava em francês. Sentia-me como uma "caloura" no primeiro dia de faculdade, só que em todos os lugares que eu ia e durante 24 horas por dia.


Tudo bem. Sobrevivi a esse primeiro momento. Ter vindo morar na casa da madame Françoise me ajudou muito. Além dela ser professora de francês, havia mais três habitantes: um japonês, um italiano e um árabe. Língua oficial da casa: francês.

Contudo, aprender uma outra língua não é nada simples. Graças aos meus pais e minha avó, falo inglês (ou falava porque agora misturo tudo). Comecei a estudar essa língua aos 8 anos. Mas no Brasil, escutamos músicas, vemos filmes, falamos muitas palavras em inglês no dia a dia.
O mesmo não acontece com o francês. Há um ano atrás, não sabia contar de um até dez. O que sabia de francês era a nomenclatura de balé clássico (que agora, para mim, já ganhou um novo sentido).

Mas vamos pensar em como acontece a aquisição da língua materna. Normalmente, um bebê nasce já inserido em uma cultura onde há uma língua oficial. Há estudos que dizem que mesmo dentro do útero já é iniciado o processo de aprendizagem da fala. Depois que nasce, o bebê passa a escutar tudo ao seu redor. Depois de 3 meses já começa a ensaiar alguns sons. Depois de mais ou menos 2 anos observando, escutando a língua materna, a criança inicia a sua comunicação verbal, dizendo sons que se parecem com palavras, dizendo palavras que passam a ser acompanhadas por verbos, e aos poucos nascem as pequenas frases. Pronto! Não precisa mais só chorar ou apontar para as coisas ou para os lugares. Com três anos uma criança já é capaz de contar o que aconteceu na escola. Com quatro, já é capaz de surpreender um adulto.

A linguagem e o pensamento caminham de mãos dadas. A partir do momento em que a criança adquire a linguagem, ela passa a desenvolver mais o seu pensamento, que desenvolve a linguagem, que desenvolve o pensamento... E assim, depois de mais ou menos 11 anos de vida, a criança passa a ter um pensamento complexo trabalhando com hipóteses. Nessa época, já adquiriu muito vocabulário e é capaz de utilizar todos os tempos e modos verbais no seu discurso.

Vivi isso com a língua portuguesa. O francês é, muitas vezes, semelhante ao português. Ambos têm a sua origem no latim. Só que eu nunca tenho certeza se a palavra que eu quero utilizar é semelhante ou não. Além disso, há as conjugações verbais, as exceções, os casos especiais, as letras que estão escritas mas que não são pronunciadas, a fonética...

Meu problema é:
  • O francês não é a minha língua materna;
  • Não sou um bebê e tenho muito mais de 2 anos;
  • Não tenho um tempo de dois anos para fazer uma pesquisa de campo;
  • Não posso ficar mais me comunicando por sons que se parecem com palavras, nem só com algumas palavras, ou pequenas frases;
  • Preciso de todos os tempos e quase todos os modos verbais para exprimir o meu raciocínio complexo;
  • Preciso de muuuuuuiiiito vocabulário.
Não dá mais para eu conversar, dizendo apenas o meu nome, que eu sou brasileira, a minha profissão e o que eu estou fazendo perdida aqui em Lyon. E não dá mais para ficar com aquela cara de retardada quando a pessoa quer conversar para além desse assunto. A pessoa te olha e acha que você não tem opinião formada a respeito de nada ou que você está com essa cara de retardada porque você realmente é uma. Aí, no desespero eu solto uma explicação:

#tecla sap#
_ Eu não sou estúpida. Eu não compreendi o que você falou. Eu não sei falar bem francês, ainda.

Minha solução:
  • Fazer um ótimo curso de francês;
  • Estudar muuuuuuuiiiiiiito;
  • Ficar atenta nas ruas escutando as conversas;
  • Escutar música, assistir filmes, ver televisão, escutar rádio;
  • Criar situações para que eu possa falar, falar e falar.
Esse último ítem é interessante, porque temos a tendência a formar grupos de iguais. Os brasileiros com os brasileiros, os chineses com os chineses, os americanos com os americanos...
Para mudar esse hábito, que traz conforto e segurança, é preciso se arriscar, se colocar à prova. A própria Universidade onde faço o curso de francês, ajuda o aluno nisso. Podemos fazer vários cursos de danças e esportes em geral, pela quantia de 20 euros por semestre. A maioria dos alunos é composta por francêses. Há um setor especializado que auxilia no intercâmbio de línguas ( um aluno francês querendo aprender português, ou um americano querendo aprender chinês, um brasileiro querendo aprender francês e um chinês querendo aprender inglês), que formam os pares da melhor maneira possível.

Fora da universidade, você encontra, por exemplo, sites como http://www.livemocha.com/ que é de um curso de idiomas on line e gratuito, onde há uma interação entre os interessados em praticar a conversação e a escrita. Fora do mundo virtual, há lugares onde as pessoas se encontram para as "trocas de conhecimento". Aqui em Lyon, tem um café chamado "Café Polyglotta" ou "Café Linguistique" onde isso é possível.

Mas o melhor de tudo, é se colocar em situações de trocas verdadeiras. O meu final de semana em Saint Étienne favoreceu meu encontro com vários franceses, dentre eles, minha nova amiga francesa interessada em aprender português para fazer um curso em Portugal.


Saindo com ela, conheci mais pessoas interessantes e francesas,


que me apresentaram mais pessoas interessantes e francesas...


Língua oficial: francês! E assim, vou seguindo em frente.

PS.: Mas não há nada como falar em português com minha família e amigos brasileiros, viu!!!

(leia também no Blog: Aprendendo a Língua Francesa II - dificuldades mais complexas)

Você quer mais dicas sobre morar ou estudar na França? Então clique AQUI e "fale comigo, fale com a gente!".
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