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terça-feira, 28 de junho de 2011

Farofa na França

Quem pensa que aqui na França a gente vive somente de glamur, está bem enganado. Todo povo tem seu lado farofeiro e tenho uma teoria de que as altas temperaturas favorecem o aparecimento desse lado.

Imaginem eu, em casa, em pleno domingo, estudando Piaget. Bom, adoro Piaget e curto muito estar estudando um livro dele em francês, entretanto, passar o domingo inteiro dentro do seu quarto enquanto o sol intenso brilha solitário no céu, dá um certo mal estar... Ainda mais que meu apartamento foi muito bem construído para manter-se aquecido durante os 9 meses de frio. Contudo, no verão, tomando todo o sol da tarde, que atualmente tem durado até quase 10 horas da noite... vira uma sauna!!!

Então, quando recebi o convite para ir nadar num lago que fica a meia hora de Lyon, não pensei 2 vezes. Um aviso:
_ Vai estar lotado!
_ Por mim, não tem problema não!!!

Chegando lá, lotaaaaaado! Sabe estacionamento de shopping na época do Natal? Estava pior por causa do sol escaldante. Difícil achar vagas mesmo na beira da estrada.

Paramos longe, mas foi ótimo para observar as pessoas que, com um lago enorme na proximidade, resolvem sair com toda família, papagaio e periquito para ficar próximas à estrada, longe da água. Fui andando e observando os farofeiros profissionais com suas churrasqueiras portáteis, mesinhas, bancos, redes, barracas, brinquedos diversos para as crianças e para os adultos...


Chegando no lago, nem tão lotado assim. É grande, as pessoas ficam mais espalhadas ou na grama ou em cima das pedras. Nada de areia fina e branquinha. Entre pedra e grama, não tenho dúvidas.




Marcado nosso espaço, só restava entrar bem rápido na água. Esta era para ser cristalina, mas estava turva e cheia de algas. Contudo, quando sua pele está fritando, água é água e a temperatura estava ótima! Fiquei com inveja dos profissionais da farofa que ficavam boiando equipados com colchões de ar...

O que me impressiona aqui é que, sempre, esses espaços públicos são bem cuidados e limpos. O governo mantém estes "cantinhos de sossego" próximos às grandes cidades para que uma população sem muito dinheiro possa sair da área urbana, se sentir de férias e se divertir com toda a sua família! E, para quem tem carro, há vários lagos lindos na região próxima à Lyon. Há um mapa que é distribuído na casa de turismo, na praça Bellecour, que dá ótimas dicas de passeios como este.

Prá quem não quer sair da cidade, mas que também não está suportando a alta temperatura, há a opção das piscinas públicas. Existem várias aqui! Algumas, as que são completamente abertas, funcionam somente nos 3 meses de verão. Tudo limpo. Ninguém pode entrar de sapato ou chinelos nem no vestiário.

Hoje a temperatura chegou a 35ºC em Lyon. Como vocês já sabem, é impossível ficar no meu quarto à tarde. Peguei meu livro e fui para a piscina pública me refrescar. Lotaaaaada! Paguei 24 euros em uma cartela com 10 entradas. Farofa e diversão garantida!

Há uma grande diferença entre a diversão na França e no Brasil. Aqui, todo mundo usufrui do que é público, só que a noção que eles tem do "público" é diferente da nossa. Como disse um amigo brasileiro, para os franceses, o "público" é de todos, todo mundo cuida, e para os brasileiros, o que é "público", ainda, não pertence a ninguém. Isso faz uma diferença...

segunda-feira, 7 de março de 2011

Cidade Maravilhosa

Enquanto o Brasil está em pleno verão, Carnaval, nós aqui ainda estamos "curtindo" o inverno looooooongo. Na verdade, vai chegando uma hora que frio cansa... Desde novembro, para sair de casa, ter que colocar: calça térmica, calça normal, blusa de mangas compridas, blusa térmica, casacão, meias, botas, cachecol, gorro, luvas... Isso prá andar nas ruas, porque quando você entra em algum lugar, a climatização é inspirada no verão carioca e você tem que tirar quase tudo rapidamente antes de começar a suar... Vida difícil...

É Carnaval aqui também, mas nada de folia além do normal. O que muda mesmo a rotina da cidade é um dia ensolarado. Os franceses aproveitam a super temperatura de 9 graus e lotam os parques, as praças, os cafés e restaurantes que têm suas mesinhas ao sol. Ontem o dia foi assim. A cidade fica ainda mais maravilhosa, cheia de encantos mil... Impossível não registrar!















































quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Encontros e Despedidas

Lyon é uma cidade muito dinâmica. Acontecem muitas coisas aqui. Pessoas chegam o tempo todo, seja para fazer turismo, trabalhar alguns dias, estudar alguns meses, anos... Há estrangeiros que resolvem fazer daqui o seu lar definitivo, mas, mesmo para os jovens franceses, o tempo da permanência é menor do que 7 anos. Isso é ótimo porque a população é renovada a cada dia e, quando se trata de fazer novos encontros, ter novas experiências, conhecer gente do mundo todo, Lyon é uma ótima opção.

Ontem mesmo, fomos jantar em um restaurante etiopiano e aprendemos mais sobre a vida nos países da África. Nunca pensei que um dia jantaria em um restaurante etiopiano, mas, de repente, eu estava lá, provando uma comida super saborosa, sem prato, garfo ou faca! Uma delícia!

Uma coisa é certa: estrangeiro atrai estrangeiro e a nossa rede de amigos acaba sendo multicultural. É claro que fazemos amizades com franceses também, mas há uma maior identificação entre aquelas pessoas que deixaram seus países, que sentem falta da família, amigos, e até do cheiro do amaciante da sua casa... Há pessoas que não conseguem entender o que é isso, mas outras compreendem perfeitamente.

A identificação é o primeiro passo para a criação de um vínculo, mesmo que ela seja inconsciente. Então, naquela primeira conversa, onde fazemos uma rápida seleção de quem tem algo a ver com você ou não, perguntamos: "você está aqui há quanto tempo?" e "você vai ficar aqui por mais quanto tempo?" A primeira pergunta é mera curiosidade e a segunda é uma questão de segurança.

Esta última pergunta é muito importante porque aprendemos aqui, na marra e incessantemente, que as pessoas estão de passagem pela nossa vida. Na conversa inicial, duas forças entram em ação: uma de atração e outra de repulsão. Saber quanto tempo a pessoa ficará por aqui é uma espécie de defesa, uma inteligência do nosso Ser que, à partir da resposta dada, faz um cálculo de quanto e de como a gente pode se ligar ao novo conhecido.

Contudo, para ajustar essa função são necessários anos de experiência... Um ano é pouco. Mas, na verdade, não sei se quero me calejar neste sentido. Endurecer demais também é ruim. Assim, ver uma amiga partir ainda é triste. Ajudá-la a tirar as últimas coisas do seu apê, deixando-o vazio, não é mole não, afinal, somos mais chegados aos encontros do que às despedidas, né?! E, no fundo, a gente sabe que a nossa vez pode tardar, mas não faltará...

Amanhã, o Brasil vai ter a felicidade de receber uma colombiana linda, arretada, poliglota, mestra em "mojitos" e que se apaixonou à primeira vista pelo país verde e amarelo.







Que ela continue sua jornada cheia de paz e brilho. Força na peruca, Laurita!!! Encore, encore et encore! Bisous à toi et à bientôt!

sábado, 4 de dezembro de 2010

A Luz dos Lumières

Vou contar uma história que escutei aqui:

Era uma vez, um pai chamado Antoine, fotógrafo por profissão, que mudou-se com a família para Lyon em 1870. Esse Antoine era um homem meio diferente. Sabem aquele tipo de pessoa inquieta, com um pé no presente e outro no futuro e que quer achar solução prá tudo? Pois é, ele era assim. Ele era inconformado com o fato de seus clientes terem que ficar imóveis durante 3 minutos para que ele pudesse tirar uma fotografia. Imaginem só o que era ficar 3 minutos sem se mexer... Nada de sorrisos, de inclinacão dos olhos, de posturas ousadas... Devia ser um martírio para as crianças da época. Além disso, somente os ricos tiravam fotos pois o material utilizado era caríssimo.

Como Antoine tinha dois filhos, o Auguste e o Louis, ele resolveu pedir ajuda aos jovens para encontrar a solução para esse problema. E não é que os espertinhos encontraram! Eles criaram a tecnologia da foto espontânea, a partir de uma placa que passou a ser vendida por um preço mais acessível nas farmácias das cidades.

(Sem a invenção deles, essa minha foto, tirada, no paraíso da vila de Caraíva, pelo meu amigo Leo, seria impossível!)

Nem preciso falar que o produto bombou de vender, né? Toda a família Lumière começou a trabalhar na confecção da placa. Depois, criaram uma usina na região de Monplaisir, aqui em Lyon. No terreno da usina, além dela, havia a casa deles e uma creche para acolher os filhos dos funcionários.

Isso, da criação da creche, foi algo inovador, assim como a criação do princípio da aposentadoria dos trabalhadores. E dentro da casa deles, naquela época, eles já fizeram todas as instalações  de eletricidade e havia também um telefone, o terceiro da cidade. Porque havia um telefone se era o terceiro? Não sei! Talvez fosse coisa de gente que tá no presente mas que é do futuro, porque, na prática, eles tinham a opção de conversar ou com o hospital ou com a central de polícia...

As invenções dos Lumières só estavam começando. Eles viveram em uma época que as pessoas ficaram loucas para inventar o cinema. Então, os irmãos se basearam num princípio óptico, o da persistência da visão, que diz que quando vemos um objeto, a sua imagem permanece na retina  por frações de segundo após a  sua percepção. O olho humano seria capaz de enxergar uma imagem continua se visse várias imagens projetadas com uma velocidade superior a 16 imagens por segundo. Então, eles inventaram uma câmera, que se tornaria filmadora, pois era capaz de tirar 17 fotos por segundo. Disseram-me que as atuais trabalham com uma velocidade de 24 imagens por segundo.

O problema é que não era algo automático, como o é nos dias de hoje. O câmera men tinha que ficar rodando uma manivela numa mesma velocidade. Sabe a técnica que eles utilizavam? Cantavam uma marcha que os ajudavam a manter  o movimento constante.

E  com a inversão do princípio de uma invenção de Leonardo da Vinci (la chambre noir), eles inventaram um projetor. Pronto! Inventaram o cinema!

Aí começaram a fazer filmes de imagens do quotidiano como: "A saída da Usina", "O jardineiro", "A refeição do Bebê", "A Praça de Cordeliers em Lyon", etc.

Mas eles se enganaram ao pensar  que esse "negócio de cinema" seria diversão apenas para as crianças. No dia da primeira projeção, havia 33 pessoas interessadas em ver essa invenção. No segundo dia, 5.000!!! E a paixão por esta arte continuou crescendo, crescendo, crescendo...

Enquanto isso, eles começaram a dar aulas de filmagem, contrataram uns alunos e os enviaram, esses primeiros cineastas, a 34 países para registrar imagens e mostrar o mundo ao mundo! Gente, que idéia sensacional! Foi o início da globalização!

Com relação às filmagens, eles perceberam que filmar  utilizando o ângulo da diagonal era melhor para mostrar o movimento, e que podiam colocar a câmera em lugares inusitados, como em uma carroça em movimento, por exemplo. Então, eles fizeram 1700 filmes que passaram a ser projetados em salas dos 4 cantos do mundo.

Merci, frères Lumières! Fotografia e cinema? Merci beaucoup!!!

Mas as invenções deles não páram por aí. Para dar alguns poucos exemplos, eles também inventaram a fotografia a cores, a radiografia, prótese de mão, super útil nos tempos de guerra, assim como o esparadrapo.


Os irmãos Lumières fizeram um pacto de que tudo o que eles inventassem, mesmo que separadamente, fosse creditado aos dois, reafirmando a cumplididade fraternal. Foram pessoas especiais que procuravam problemas, não para reclamar deles, mas para criar soluções. Filhos do grande incentivador Antoine, eles nasceram inventores. Foram pessoas iluminadas e muito inquietas que não podiam esperar.

Aqui em Lyon, você pode visitar o Instituto Lumière. Fiz esta visita na época da Journée do Patrimônio e amei! Aprendi isso tudo lá! (25, rue du Premier-Film / metrô D: Monplaisir-Lumière).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Morando em um Freezer

Gente,
Ontem à tarde, eu estava na aula, no meio da minha primeira apresentação, quando começou a nevar. Ao voltar para a casa, o tram teve que parar no começo do caminho porque a pista estava interditada por causa da neve. Resultado: caminhada de 6 kilômetros no meio de uma nevasca... Amei!!! Só que desta vez, a neve estava super à vontade e continuou caindo durante a noite inteira. Resultado: aulas de hoje, canceladas... Amei!!! Não porque fiquei sem aula, afinal de contas, estou aqui prá isso, mas o que acontece é que agora os dias estão super curtos. Tem amanhecido quase às 8 e anoitecido às 17 horas, justamente o tempo que fico na Unversidade.
Então, hoje, aproveitei o dia para andar pelas ruas e registrar a belezura desta cidade, transformada em um freezer da noite para o dia. Amei!




























Adivinhem quem virou alvo depois da foto?

Cette photo est dédiée à Marrrriná

Agora está do jeito que eu gosto! Merci, São Pierre!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Era uma vez...

Era uma vez, em um país muuuiiito distante, um povo que vivia com a intenção de ser feliz. Mas a felicidade deles, há muito, estava sendo ameaçada. 


Eles haviam pequenas e grandes insatisfações, tais como: a alta da inflação e das taxas de aluguel e de desemprego.

O povo estava cada dia mais preocupado com a falta de segurança, com a desigualdade social crescente e com a qualidade da saúde e da educação que diminuía.


Eles estavam insatisfeitos também com a política do governo que beneficiava milionários, congelava salários e desprotegia os trabalhadores com mais de 50 anos de idade.


Cansados de só reclamar, um dia, eles, juntos, saíram do conforto de suas casas para dizer:
_  Basta! Ça suffit!






"ET VIVE LA FRANCE!"




(Lyon, 19 de outubro de 2010)


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

"La Vie en Rose" Verde e Amarela

O mês de celebração da vida através da dança acabou esta semana. Domingo, enquanto o Brasil dirigia-se às urnas para votar, nós aqui nos dirigíamos ao teatro mais moderno de Lyon para o último espetáculo da Biennale de la Danse com um grupo mineiro Balé de Rua.

Vindos de Uberlândia, a cia, formada por 15 dançarinos, uma dançarina, uma cantora e cinco percussionistas, trouxe alguns cartões postais em forma de dança do Brasil, de Minas, principalmente. O grupo, que tem 18 anos, é o fruto de um projeto social. Sem patrocínio nenhum, eles viajam o mundo com o dinheiro que ganham nas turnês. Em coro, eles dizem que vieram mostrar a dança que sai da favela para a rua, da rua para o palco e do palco para o mundo!

E eles fazem muuuuuiiiito bem o que se propõem a fazer: samba, capoeira, congado, rap e uma dança que deixaria Michael Jackson babando! No ano passado, eles fizeram 89 apresentações no exterior e 5 no território brasileiro. Apresentaram um espetáculo que arrancou aplausos franceses do início ao fim, algo inédito nesta Biennale.

Além de carisma, profissionalismo e muita energia, eles chegaram com o apelo de serem pessoas de uma origem brasileira mais humilde, não só eles, mas o grupo que representou o balé da Deborah Colker também, que infelizmente não fui ver. "Pessoas perseverantes que ganharam o mundo", dois dos 4 representantes brasileiros na Biennale.

Na segunda-feira, nos jornais de Lyon, matérias sobre o fim da Festa da Dança, greves e outros problemas lyoneses dividiam espaço com as notícias das eleições brasileiras. Aqui, a vitória da Dilma era tida como certa no primeiro turno e a de Tiririca foi interpretada como um ato consciente e de protesto da população contra a palhaçada da política verde e amarela.

Minha reflexão é sobre a imagem que vendemos e a imagem que é comprada do nosso Brasil. Já estou cansada de escutar, quando eu falo para alguém a minha origem, as palavras SAMBA, FUTEBOL, COOL (bacana)! Como se isso definisse o ser brasileiro! Não que eu não ame sambar e não adore copa do mundo, mas sou muito mais do que isso e ainda quero ser mais, quero fazer mais, quero ter mais. Quero me orgulhar cada vez mais de + e + conquistas brasileiras em todas as áreas possíveis.

(Política + Educação) x Dignidade = Solução
Alguém conhece uma outra fórmula?

Daqui de Lyon, não voto, mas peço LUZ para as suas consciências e mais ainda para a consciência de quem for eleito.

E a Biennale de la Danse? La Vie en Rose terminou oficialmente na terça-feira com uma festa para toda a equipe que dela participou. Um mês de muita dança, encontros, surpresas e encantamento.

Abastecimento de arte diretamente na veia e presença verde e amarela garantida!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

La Biennale de la Danse

Há uma semana começou a Biennale de la Danse aqui em Lyon. Segundo o jornal Le Monde, "Lyon põe o mundo prá dançar" e é essa a sensação que tenho aqui. Na Biennale, há as aprensentações das companhias do mundo todo, há as oficinas para alunos, as conferências e os aulões nas praças para quem quiser chacoalhar o esqueleto.

Os espetáculos acontecem nos teatros, praças e parques. A cidade inteira abraça esta festa e as escolas, lojas, bares, restaurantes e cinemas também entram na dança.


Este evento é considerado o maior festival de dança do mundo. Os 400 funcionários da Biennale, dentre eles eu, trabalham para acolher 39 companhias de dança, 600 artistas e um público de centenas de milhares de espectadores.

Domingo, 300 mil pessoas se encantaram com o desfile de 4500 "amadores" da dança, que esbanjaram alegria nos quase 2 km de percurso. O tema do desfile foi "La vie en rose", que, segundo eles, em uma época de crise mundial, seria importante lembrarmos dos pequenos e grandes prazeres da vida.




A idéia do desfile é inspirada na nossa Sapucaí. Seu ponto final foi a maior praça da cidade e lá, depois de escutarmos uma apresentação de uma bateria de escola de samba do Rio de Janeiro, 7.999 pessoas dançaram uma coreografia, eu filmei. Foi lindo e emocionante! Não importava a idade, o sexo, o travamento do corpo, o importante era dançar! (Depois posto o vídeo. Preciso de um suporte técnico!)

Tenho que falar da importância que a dança brasileira tem aqui. Na quinta-feira passada, fui na noite de abertura estreiada pelo Ballet de Monte-Carlo. O mestre de cerimônia deu as boas vindas em françês, inglês e português! No seu discurso, citou a "revelação do Grupo Corpo" em Lyon. E, falando do Brasil, convidou Jomar Mesquita e a Juliana Macedo (Mimulus Cia. de Dança) para dançar La Vie en Rose, com samba no pé, claro. Apaixonados pelo nosso gingado, os franceses se derreteram... E eu também! Êêê saudade que dá!!!

Os trabalhos dos brasileiros, este ano representados por 4 companhias, são sempre muito bem quistos. Não é por nada não, mas molejo, energia e criatividade a gente tem de sobra!

A Biennale de la Danse é a grande responsável por eu ter escolhido Lyon como destino da minha mu-dança. Então, estou tentando aproveitar tudo ao máximo! Faço aulão, estou indo no maior número de espetáculos que consigo e ainda quero saber o que eles discutem sobre dança por aqui. Depois conto para vocês, porque agora tenho que ir! Tem um aulão de "Danças Latinas" esperando por mim na Place du Terreaux... Fui!

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