quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Com o Pé no Topo do Centro



Fui fazer uma randonnée de 4 dias no Massif Central e pisei no lugar mais alto do centro da França. Esta região é cheia de lagos, montanhas e vulcões. Foi simplesmente maravilhoso, principalmente porque as paisagens estavam coloridas com as cores de outono.







Passamos por este lago, Lac Pavin, formado na cratera de um vulcão.




A Randonnée (caminhada ecológica) é uma paixão nacional, muitas vezes ensinada de pai prá filho. Encontramos muitas famílias com suas crianças pequenas subindo as montanhas felizes e contentes. Os franceses dizem que é um esporte natural, gratuito e que, para se entregar a esta paixão, é preciso somente tênis, uma mochila com água e comida, roupas p frio/ chuva e muita energia. As paisagens te dão a motivação que você precisa para subir montanhas.






Um mapa também é importante, apesar de que, nestas regiões, a maioria das trilhas são bem sinalizadas. A sinalização amarela te indica que você está na boa direção. Ela só não pode passar desapercebida.



Mas é claro que às vezes pode bater aquela dúvida...










O meu sorriso na primeira foto é de nervoso e o "V" de "vitória" da segunda é de alívio por ter saído desta floresta aí do fundo. Mas tudo estava tão lindo que até a adrenalina de se perder foi positiva!


Fazer uma randonnée por aqui é super seguro! Nada de assaltantes escondidos no mato, nada de animais selvagens, mas talvez um pouco diferentes.






Uma ótima opção para quem tem o espírito super aventureiro, como o meu, claro!







Ou para quem quer somente aproveitar os momentos simples da vida!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Enquanto seu Lobo não vem

As pessoas me perguntam: "você está gostando de morar na França?". Minha resposta sempre é "sim". Posso citar hoje dois pontos positivos:

O primeiro é poder ver e sentir as quatro estações do ano. Isto prá mim é uma maravilha: aprender com a natureza que a vida é cíclica! O primeiro dia de janeiro começa em pleno inverno, neve, gelo, um super frio. É claro que o aquecimento dentro das casas e os casacos de hoje em dia não deixam a gente sentir frio. Então é preciso se acostumar com o ritual de se vestir: meias-calças, meias, botas, 2 blusas de manga comprida, casaco, calça, cachecol, gorro e luvas... Fazer isso durante duas semanas? Tranquilo! Mas agora, vai se vestir assim durante 6 meses... E a isso, acrescente os dias curtos, a falta de luz... Chegar na Universidade às 8 da manhã com o céu escuro e voltar prá casa às 17 horas em plena noite não é mole não.

Contudo, quando você não está mais suportando sair de casa, nem tanto pelo seu estado depressivo, mas porque você não aguenta mais sair cheia de roupas, chega a bem vinda primavera toda verde, florida e ensolarada convidando as pessoas a saírem do período de hibernação. As pessoas voltam a sorrir, ufa!

Aí chega o verão com temperaturas que chegaram à 38 graus. Ainda bem que eles têm as maiores férias neste período, porque as casas, prédios, escolas, tudo aqui é construído para suportar os meses frios do ano conservando melhor o calor. Só que quando chega o verão, eles continuam conservando o calor... Prá mim, esta estação aqui é super abafada! Faltam janelas e ar condicionados, o que torna impossível frequentar as pequenas salas de cinema ou alguns pubs tipo cavernas...

Mas a estação de agora é uma delícia! Adoro o outono com seu céu azul, suas folhas amarelas, laranjas e vermelhas! As baixas temperaturas são propícias para as bebidas quentes, sopas, para as reuniões nas casas de amigos, para as randonnées nas florestas.


Domingo - PEDE cachimbo - ( descobri isso recentemente porque sempre imaginei um pé-de-cachimbo!!!) fomos fazer um passeio numa floresta ao norte de Lyon. Da mesma maneira que o governo municipal cuida dos lagos, eles cuidam de florestas próximas às cidades onde os franceses têm o hábito de fazer suas caminhadas, colher castanhas, champignos e fazer piquenique, claro! Uma oportunidade de se afastar da cidade, esfriar a cabeça e estar pronto para o trabalho na segundona.

Você passa um dia super agradável no meio da natureza, uma paisagem que você só via em filmes e livros de contos do fadas... E está aqui o outro ponto positivo: passear tranquila pela floresta enquanto seu Lobo não vem.

Lobo? Eles nem pensam nisso. Passeiam felizes pela estrada afora sem que a questão "segurança" passe por suas cabeças... Quando falo para meus amigos daqui que fazer um passeio deste tipo no Brasil pode ser muito perigoso, não por causa de encontros inoportunos com animais famintos, mas por causa do "bicho homem", eles acham que eu invento ou exagero.

É... Realmente é difícil de acreditar no estado deplorável da segurança brasileira. Então, explico que eu cheguei aqui com hábitos e reflexos de quem vivia em estado de alerta contra assaltos e afins e nem me dava conta disso. Depois de passado um tempo, relaxei. Aí, quando fui passar férias no Brasil, primeiro domingo, assisti no "Fantástico" uma matéria sobre "como segurar bem sua bolsa dentro do ônibus, esconder a carteira, não usar celular na rua e andar em alerta e com os vidros do carro sempre fechados"... Ai... Isso é tristemente surreal!

E a reflexão final do passeio florestal foi sobre a crise mundial e o futuro incerto da Europa, da França. Haveria alguma chance do Brasil virar uma "França" e a França virar um "Brasil"? Não chegamos à uma conclusão e nem esquentamos muitos neurônios relaxados com isso. Respiramos profundamente um ar puro e entramos no carro rumo à Lyon! Ah! Ponto negativo: aqui também tem engarrafamento de domingo, viu!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mestrado na França: loucura ou não?

Se foi loucura ou não pensar em sair da minha vida estabelecida no Brasil e vir fazer um mestrado na França, isso eu ainda não sei. Só sei que eu pensei seriamente nesta mudança de vida numa manhã de setembro e vim morar aqui três meses e meio depois. Três meses e meio para fechar vários ciclos no Brasil e me preparar para o desconhecido na França.

Concordo em colocar um certo grau de loucura nessa atitude quando lembro que eu cheguei aqui em pleno inverno de janeiro me comunicando praticamente em inglês, sem conhecer nada nem ninguém.

O objetivo deste ato insano seria fazer um mestrado que começaria em setembro. Logo, eu teria 7 meses para aprender a língua francesa, porque aqui, os cursos são em francês e os estudantes estrangeiros normalmente têm que fazer uma prova para comprovar um nível intermediário da língua. ( Não fiz essa prova pois meu curso de francês foi na própria Universidade).

Em junho de 2010, me inscrevi no primeiro ano de mestrado (Master 1) de Psicologia Cognitiva e Neuropsicologia. Vocês podem até achar que não, mas a seleção é relativamente simples quando se trata de qualquer Licença (em qualquer curso) ou do primeiro ano de Mestrado. Para eu ser aceita, bastou fornecer minhas notas do vestibular (este é considerado como o equivalente ao baccalauréat, que é uma prova que eles fazem antes de entrar para a Universidade), meus diplomas (graduação e pós-graduação) e seus respectivos históricos de notas (claro que tudo traduzido por um tradutor juramentado), uma carta de intenção e um formulário preenchido.

A Universidade onde eu queria fazer o Mestrado é pública, sendo assim, se tem vaga e se você tem estudos considerados "equivalentes", em tempo e assunto, você é aceito. É mais difícil você entrar no primeiro ano de um curso de qualquer Licença do que no último ano ou no primeiro ano de mestrado. Isso porque as Universidades reservam as vagas dos primeiros anos para os alunos que estudaram nas escolas da região. Os primeiros anos são lotados e os últimos têm vagas por causa da evasão universitária.

Já no segundo ano de Mestrado, tudo muda. De repente, pela primeira vez na vida de um estudante francês, aparece um funil e bem estreito. Para vocês terem noção, há cursos de M2 em que são oferecidos apenas 30% do número de vagas do M1. Além disso, o aluno deve escolher se ele quer um "Master Pro" (mestrado profissionalizante) ou "Master Recherche" (mestrado de pesquisa - que é o equivalente ao mestrado no Brasil). No caso da psicologia, somente com um Master Pro que o aluno receberá o título de psicólogo e que poderá atuar no campo de trabalho. Com um Master Recherche, ele faz sua pesquisa, se prepara para o Doutorado e sua vida profissional acadêmica.

Vocês podem se perguntar:
1) E se o aluno quiser somente fazer a licença? Vai trabalhar em certos empregos que a exigência é somente no nível de licença, mas não vai ser psicólogo.
2) E o que acontece quando um aluno de psicologia que estudou seus anos de licença, fez seu primeiro ano de mestrado e não consegue passar pelo funil e ser aceito no M2? Ele pode repetir o M1 até conseguir entrar no M2 (aumentando suas notas e fazendo cada vez mais estágios), ou fazer como grande parte dos estudantes: desistir e "ir trabalhar no McDonald's", como brincavam meus colegas...

Não... O ambiente do primeiro ano de mestrado realmente não é engraçado e nem justo. A concorrência é presente e explicitada pelos alunos e professores desde o primeiro dia de aula. A seleção para o segundo ano será feita a partir das notas do master 1 (ou notas de cursos equivalentes de outros países), de um projeto de estágio (master pro) ou de pesquisa (master recherche), carta de intenção, currículum vitae, formulário preenchido (ao todo, 20 páginas escritas por você!!!). Além disso, você tem que encontrar um professor que se simpatize com seu projeto e queira te orientar.

Como eu já sou psicóloga, meu único interesse era fazer o Master 2 Recherche. Tomei conhecimento da existência desse tal de funil somente quando estava bem na frente dele. Mas, ao mesmo tempo, fiquei sabendo que meu curso de Psicologia do Brasil e minha pós-graduação em Psicomotricidade serviriam como meus equivalentes de M1, e é claro que minhas notas no Brasil, em português, eram melhores do que minhas notas de M1. Então, ao postular para o Master 2, entrei com meus diplomas e históricos brasileiros, UFA! Por outro lado, estava meio apreensiva porque queira fazer não mais o master 2 em Psicologia Cognitiva e sim, em Psicologia da Saúde e do Desenvolvimento, ou seja, departamento novo, tudo novo, de novo!

Fiquei três meses estudando muito, desenvolvendo e escrevendo um projeto de pesquisa que unisse a psicologia do desenvolvimento, a dança e a educação. Ralei muito e todo o meu esforço valeu à pena! Mas sei que o trabalho que tive foi pouco em comparação com o trabalho que terei nos meus próximos meses...


Loucura ou não, Master 2, aqui estou!!! E se você quer saber qual é L'influence de la Composition Chorégraphique Collective sur le processus de décentration chez des filles de 7 a 11 ans, ou melhor, a Influêncida da Composição Coreográfica Coletiva no processo de descentração de meninas de 7 a 11 anos, aguarde os resultados da minha pesquisa!


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cozinheira? Oui!


Invoquei agora que eu sei cozinhar. É isso mesmo: cismei que virei cozinheira! Acho que o post que fiz há mais de um ano, tem um pouco a ver com isso. Na verdade, fiquei com vergonha depois que o escrevi. Como assim que eu não era capaz de fazer direito nem um strogonoff de frango?

Então, aproveitei a experiência de morar com 2 francesas que cozinhavam super bem. Além disso, tem a minha genética que não posso negar. Cansei de me fazer de ovelha negra da família e me joguei na cozinha! Desisti também de seguir as receitas e percebi que poderia usar minha criatividade a meu favor.





Agora, adoro cozinhar! Tá certo que com isso junto o útil ao agradável. Não tenho árvore de dinheiro para ficar comendo só em restaurante e, além do mais, cozinhar aqui dá gosto.

Tudo começa quando você vai fazer compras. Ai os supermercados daqui... Eles são uma tentação não só prá quem gosta de comer, mas também, para quem gosta de cozinhar. Fico louca com a quantidade de azeites diferentes, molhos, temperos, tipos de carne, mostardas, grãos... (É muito raro eu fazer arroz com tantas opções de grãos que jamais imaginei existir).

Nem vou falar das feiras ao ar livre, dos mercadões de sábado e de domingo... Ainda não consegui experimentar de tudo, mas tento.

Meu paladar mudou depois que cheguei. Vim decidida que iria provar de tudo. Bebida, comida, tudo. Sabe aquele queijo mais fedido do mundo? Já provei. Sabe aquelas coisas horríveis feitas de sangue e tripa? Também e gostei. Quando via que a comida tinha uma aparência estranha, um cheiro bem "diferente", perguntava o que era. Meus amigos franceses sempre falavam: "experimenta primeiro que depois a gente te fala". "Então, tá"! Nunca tive que cuspir.

E tirando as comidas estranhas, existem as que são tudo de bom: o gosto, o cheiro, a aparência. Isso, não só nos restaurantes. Não nos esqueçamos das padarias, confeitarias, chocolaterias! (Aliás, quem inventou o croissant de amêndoas deveria ser preso! É um vício e uma bomba calórica!) E as queijarias? E as casas de vinhos? Detalhe é que nestas, você paga mais caro que nos supermercados e, ainda assim, compra um vinho muito, muito, muito bom por 4 euros...

Tô tão metida a ser cozinheira que, para o jantar de ontem, convidei uns amigos italianos que amam cozinhar, comer e beber. A metideza é tanta que fiz uma pasta com um molho super criativo com uma mistura de champignos. Comprei massa fresca, vinho especial... Como entrada, uma salada caprichada... Contudo, como nem tudo é perfeito, ia fazer uma sobremesa com doce de leite que trouxe do Brasil. Quando abri a lata, havia também uns champignos... Não arrisquei e servi paçoquinha e pé de moleque mesmo. C'était parfait!


domingo, 4 de setembro de 2011

Setembro Chegou!

Setembro chegou! Na verdade, não tenho nada contra o mês de agosto, como muitas pessoas têm. Prá mim, agosto tinha o gostinho de recomeço, de segundo semestre, de "gaz total rumo ao final do ano"! Mas setembro chegou e com ele, o fim das minhas longas férias no Brasil.

Passar férias no Brasil, em Belo Horizonte, minha cidade... Meus olhos mudaram. Vejo coisas que jamais fui capaz de enxergar enquanto estava só do lado de dentro. Adoro a sensação de descoberta, mesmo quando se trata do velho que vira algo novo.

Estava de férias e queria mesmo era aproveitar minha família e amigos. Aproveitei, entretanto não vi todo mundo que gostaria, não passei o tempo que queria com aqueles que vi, mas foi muito bom!

Tem horas que é preciso parar, tomar um fôlego para poder continuar. Ufa! Tá bom! Voltei tranquila.

Setembro chegou e com ele, mais um ano letivo aqui na França. Muitos projetos novos também. Criatividade transbordando... Energia total para estudar e fazer o que eu amo fazer: viver na interseção da dança, educação e psicologia. Contar com meus esforços, minha bagagem e com os acasos da vida. Então, "vamu que vamu!".

Quero dizer um "Muito Obrigada" à minha família e amigos!
Estou abastecida de muito amor e carinho e pronta prá seguir em frente!

Une bonne rentrée a todos nós!!!

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fale comigo, fale com a gente!

Oi Gente!!!

Este post é um espaço de troca entre aqueles que têm algumas dúvidas sobre temas, tais como, morar na França (Onde? Como? Quanto? Titre de séjour?) ou estudar na França (onde? Como? Quanto? O quê? Papelada? Burocracia?), estudar francês na França (Onde? Como? Quanto? Vale à pena?) e aqueles que têm dicas para dar, como eu ou você.

Tenho recebido muitos e-mails com essas dúvidas. Só que várias pessoas pedem as mesmas dicas e eu acabo tendo que escrever respostas parecidas sobre os mesmos assuntos. E quando estou cheia de atividades, as pessoas ficam um tempão sem resposta... eu sei... Mas também, como vocês podem ler nos outros tantos posts, não estou por conta do blog, né! Quando tenho tempo, escrevo dando notícias, dicas, contando causos, fazendo reflexões, com o maior prazer! Contudo, há aqueles que não entendem isso e que acham que sou serviço público de informações. Não sou! Ajudo na medida do meu possível! E que isso fique bem claro, principalmente para aqueles que me mandam e-mails e têm dificuldades em escrever "por favor" e "obrigado".



Participe você também e me ajude nesta construção!

Este agora é o nosso espaço oficial de troca!!! ;-)


domingo, 17 de julho de 2011

Contos Poliglotas



Se alguém me perguntasse, há 2 anos atrás, o que eu imaginava que estaria fazendo hoje, nunca responderia: contando um conto brasileiro, em francês, sozinha, durante 25 minutos, para uma platéia de franceses, no meio de um picadeiro. Pois é... Impossível prever o futuro!
















Chegou ao fim a temporada de "Contos Poliglotas" da Casa de Jovens e Cultura de uma cidade grudada em Lyon chamada Bron.

O projeto foi idealizado pela diretora artística da Casa e reuniu pessoas estrangeiras que quisessem contar um conto em francês, introduzindo palavras ou mesmo frases de sua língua materna.

Tivemos aulas de contação de histórias, teatro e encontros quinzenais nos quais escutávamos uns aos outros, nos corrigíamos e palpitávamos em tudo, além dos jantares com menus internacionais.

Representei o Brasil e fiquei muito feliz por fazê-lo. Além de dar vazão às minhas caretas, se é que vocês me entendem, fiquei mais fluente em francês, conheci grandes amigos e participei do projeto educativo com as crianças que é de conhecer o diferente para reconhecer a semelhança!
Lindo!



No início, fizemos apresentações individuais. Durante 3 meses, a cada semana, um país à la carte.


O último dia foi reservado para a festa da família com "uma Viagem ao Mundo dos Contos", contação de histórias à moda antiga, aproveitando as sombras das árvores...
Tudo de bom!







No segundo semestre, o projeto será mais audacioso. Seremos infiltrados em um grupo de teatro de Lyon para fazer uma peça infantil contemporânea e poliglota! Oba! Conto os detalhes depois!


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Mudei!

Gente, mudei! Não! Continuo a mesma... Ou provavelmente não... Mas o que eu quero dizer é que, depois de passar meses à procura de um studio ideal, o encontrei e para ele me mudei!!!

O que eu chamo de um studio ideal? Bom e barato. Bom pelo seu tamanho, disposição de ambientes e localização. Bom por não se transformar em uma sauna no verão! Bom por estar em um prédio antigo, sem elevador, mas ser no primeiro andar (Ufa!).

Nenhuma mudança é fácil, mas aqui na França é mais complicado... Explico:

Cheguei há um ano e meio atrás apenas com uma mala grande e uma pequena. Ok... Uma mala enooooorme e uma grande, uma sacolona de mão lotada e minha bolsa completamente estufada. Contudo, foi fácil sair do aeroporto e me dirigir até a casa onde passei os meus primeiros três meses. Depois, para mudar para uma colocação, precisei de um carro, umas malas emprestadas e a ajuda de uma pessoa. Seis meses depois, um furgão e quatro ajudantes. Dez meses depois... Confesso que eu estava apreensiva. É impressionante como nossos objetos pessoais se reproduzem de maneira incontrolável!

A demora burocrática da imobiliária fez com que minha mudança coincidisse com as férias da Universidade. A maioria dos meus colegas voltou para a cidade de origem ou saiu de Lyon para trabalhar em empregos de verão. Eu já tinha dado o aviso prévio do outro apartamento, então teria que me mudar de todo jeito em plena quarta-feira da primeira semana de julho. Ou seja: quem não estava de férias é porque trabalhava! Conclusão desesperadora para quem sabe o tanto de coisas que tem e para quem sabe que mudança na França é feita no muque... ai...

Tive que apelar para e-mails e mensagem no facebook que diziam assim:

#tecla sap#
Título: Super Convite!!!
"Queridos amigos habitantes de Lyon,
Você já está de férias e ainda está na cidade? Isso é genial! Ou você trabalha durante todo o dia? Não tem problema! Todos vocês terão a oportunidade de se divertirem, no dia 6 de julho, no início da noite, me ajudando a mudar!!! Eu tenho muitas coisas: coisas pesadas e coisas leves também! Vocês podem escolher! Eu parto às 18h da Guillotière, mas vocês podem chegar mais cedo prá gente conversar, rir e para vocês me ajudarem a carregar o caminhão!!! É um evento gratuito e vocês podem vir com amigos motivados! Nós faremos uma soirée caipirinha no local!
Venham numerosos!!!"

E não é que deu certo!!!





























Porque o bom é que minhas coisas se multiplicaram, mas os amigos também!!!













Nem foi tão difícil assim!


MERCI, mes AMIS!!!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Dança e Paisagem - 2

Estágio: Danse et Paysage 2011
Guiado por: Ivola Demange
Fotos: Florent Aceto



Uma semana em Ardeche, região da França ao sul de Lyon.
Uma semana em um camping, paraíso perdido entre vilarejos.


















Uma semana de... O que o tempo tem a ver com isso?




















O que é "Dança e Paisagem"?




























































É preciso viver e sentir antes de tentar compreender.


































Agradeço aos meus anjos:

" Je voudrais encore une fois vous remercier pour tout ce que l'on a vécu ensemble. Merci pour chaque regard, chaque câlin, bisou, épaule, chaque main amie.
Je suis remplie de chaleur, d'amour et de beauté...
Vous correspondez à un très beau branche de mon arbre.
Je vous embrasse..."




Para conhecer melhor o trabalho de Ivola Demange clique aqui.
Para conhecer melhor o trabalho de Florent Aceto, clique aqui.

Em 2012, Danse et Paysage Brasil!
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