Imaginem a cena:
Eu na fila do supermercado com uma amiga, às 6 horas da tarde, comprando o jantar do dia. Na nossa frente, 5 senhoras com idade entre 75 e 100 anos, com seus carrinhos de compra. Então, falo: entramos na fila errada. Procuro uma placa que confirme o meu engano. Nada. Olho para as outras 3 filas e, em todas, vejo cabeças brancas. Comento: que estranho, neste supermercado, não há fila prioritária. E minha amiga responde: se tivesse, seria a maior!
E não é que ela tem razão!
A população da França envelhece a olhos vistos. Há 20.000 centenários e 20 milhões de pessoas com mais de 50 anos entre os 60 milhões de habitantes. Uma criança francesa tem a expectativa média de vida de 80 anos. Além disso, aqui há baixas taxas de doenças cardiovasculares, causa da abreviação de vida de muitos adultos, e, baixa taxa de mortalidade infantil, o que faz com que aqueles que nascem, um dia, envelheçam.

O que é que a França tem que a gente não tem? O hábito de tomar vinho vermelho? A dieta rica em peixe, frutas e legumes? Pode ser. Mas, e os croissants, os queijos, salames, os patês, as sobremesas e a mania de nutella? E a fartura de manteiga, banha, azeite e e óleo nas comidas? Comprar os alimentos light, diet, com 0% de gordura? Isso é uma heresia num país que presa tanto o sabor dos alimentos.
Só que apesar do apetite, eles são mais magros que a gente. Aqui não tem o culto ao corpo sarado e bombado dos brasileiros. Eles optam pelo natural e saudável. São mais ativos também. As cidades mais planas contribuem para eles trocarem o carro pela bicicleta, patinete ou pela caminhada rápida, diga-se de passagem. Nos metrôs, as escadas rolantes servem só para eles subirem ainda mais rápido. Eles envelhecem movimentando-se o tempo todo.
O gorveno francês também facilita a vida longa da população tanto no que diz respeito às ajudas financeiras, à garantia das férias, à aposentadoria digna, quanto ao sistema de saúde, praticamente gratuito e sem filas de espera.
Eu na fila do supermercado com uma amiga, às 6 horas da tarde, comprando o jantar do dia. Na nossa frente, 5 senhoras com idade entre 75 e 100 anos, com seus carrinhos de compra. Então, falo: entramos na fila errada. Procuro uma placa que confirme o meu engano. Nada. Olho para as outras 3 filas e, em todas, vejo cabeças brancas. Comento: que estranho, neste supermercado, não há fila prioritária. E minha amiga responde: se tivesse, seria a maior!
E não é que ela tem razão!
A população da França envelhece a olhos vistos. Há 20.000 centenários e 20 milhões de pessoas com mais de 50 anos entre os 60 milhões de habitantes. Uma criança francesa tem a expectativa média de vida de 80 anos. Além disso, aqui há baixas taxas de doenças cardiovasculares, causa da abreviação de vida de muitos adultos, e, baixa taxa de mortalidade infantil, o que faz com que aqueles que nascem, um dia, envelheçam.
O que é que a França tem que a gente não tem? O hábito de tomar vinho vermelho? A dieta rica em peixe, frutas e legumes? Pode ser. Mas, e os croissants, os queijos, salames, os patês, as sobremesas e a mania de nutella? E a fartura de manteiga, banha, azeite e e óleo nas comidas? Comprar os alimentos light, diet, com 0% de gordura? Isso é uma heresia num país que presa tanto o sabor dos alimentos.
Só que apesar do apetite, eles são mais magros que a gente. Aqui não tem o culto ao corpo sarado e bombado dos brasileiros. Eles optam pelo natural e saudável. São mais ativos também. As cidades mais planas contribuem para eles trocarem o carro pela bicicleta, patinete ou pela caminhada rápida, diga-se de passagem. Nos metrôs, as escadas rolantes servem só para eles subirem ainda mais rápido. Eles envelhecem movimentando-se o tempo todo.
O gorveno francês também facilita a vida longa da população tanto no que diz respeito às ajudas financeiras, à garantia das férias, à aposentadoria digna, quanto ao sistema de saúde, praticamente gratuito e sem filas de espera.
Contudo, o que acredito que seja o grande diferencial da França, que contribui para a vida longa da população, é a maneira de enxergar a velhice. Ela não é sinônimo de doença, dependência, apesar de que, um dia, isso possa acontecer. E, quando acontece, muitos idosos são enviados às "casas de repouso". Se não querem esse destino, o negócio é sair de casa sozinho e à pé com seu carrinho de compras. Voltar para casa e subir 4 andares e meio de escadas, como eu, só que sem reclamar.

3 comentários:
Amei Carol!! Tenho estado muito ocupada e tem um tempinho que não leio seu blog. Hoje estou deitadinha no sofá, os meninos já foram dormir e o Werner ainda não chegou. Vou ler tudinho!!
bjs
Ana Paula
Oi Ana Paula!!!
Obrigada! Também acompanho sempre o recheiodecasa. Adoro! Tô doida para fazer umas mudanças e colocar algumas coisas em prática.
Bjos,
Carol
Assim eles nunca precisarão de fisioterapeutas....
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