A França é um país bem diferente do Brasil: clima, geografia, hábitos, língua e povo. Antes de me mudar para cá, tentei me preparar ao máximo para me adaptar e passar a conviver com tantas diferenças, mas é no dia a dia que a gente vai se sentindo, ou não, mais "em casa".
Se você quer morar na França, saiba que, além de escolher a cidade, o que você vai fazer por aqui, você também deve escolher como morar.
Se você quer morar na França, saiba que, além de escolher a cidade, o que você vai fazer por aqui, você também deve escolher como morar.
- Morar na casa de um habitante da cidade;
- Morar numa residência de estudante (caso você venha para estudar);
- Fazer uma "colocation";
- Fazer uma "sub-location"
- Alugar um studio ou um apartamento.
Para começar a minha vida aqui, escolhi a primeira opção. Morei por 2 meses e meio na casa da Madame Françoise, que é francesa, professora de francês e que tem como segundo "ganha pão" alugar 3 de seus 4 quartos para estudantes estrangeiros. O dinheiro que eu dava para ela, incluía o café da manhã e o jantar, quando ela tinha muito prazer em apresentar para seus "enfants" a culinária típica da França (uma delícia!).
A pessoa que não tem o "canal" de uma madame Françoise, pode correr um risco. Pode dar sorte de morar na casa de uma família simpática, ou, de morar na casa de uma família que não conversa com você ou que acha que é uma empregada (casos verídicos).
Se você optar por morar numa residência de estudantes, ao fazer a sua inscrição na faculdade, você pode explicitar esse interesse. A própria universidade se encarrega de te inscrever. Daí, ou você vai morar em um quarto de 10 m2 com uma pia, uma cama de solteiro, uma pequena escrivaninha e um armário de duas portas e vai utilizar o banheiro e a cozinha coletivos do seu andar, ou você vai morar num estúdio um pouquinho maior por causa do pequeno banheiro e da piabalcãocozinha.
As vantagens de morar numa residência universitária são o preço e a quantidade de estudante que você pode conhecer. As desvantagens óbvias são os tamanhos dos cômodos, os banheiros coletivos e, se você tem mais de 25 anos, se sentirá uma pessoa anciã.
A "colocation", o que se aproxima à nossa "república". É o modo de vida dos jovens franceses, em sua maioria, solteiros, assalariados, independentes. Aqui está uma grande diferença entre eles e a gente. Na colocation, geralmente, não são amigos que resolvem alugar um apartamento e dividir a vida, são pessoas que se conhecem através dos sites especializados em juntar os "colocateurs" e suas devidas "colocations".
Esta foi a minha segunda opção. Antes de sair da casa da madame Françoise, procurei uma "colocation" em um site. Preenchi um cadastro onde criei meu anúncio, uma pequena propaganda de mim mesma, na intenção de ser escolhida pelo meu futuro(a) colocateur. As pessoas interessadas pelo meu anúncio me enviaram mensagens dizendo que estavam interessados. Entrei em contato com eles e marquei uma visita ao apartamento. Aí chegava um momento, no mínimo estranho, porque, durante essa visita, você avalia o apê e a pessoa, ou pessoas, com quem você dividirá o mesmo teto e toda a intimidade, ou falta dela, que isso pode acarretar. Por outro lado, eles também te avaliam.
Visitei muitos apartamentos: minúsculos, enormes, veeeeelhos, novinhos, imundos, limpos, com 1 habitante, 2, 3, 4 habitantes de todos os gostos e tipos. Passei por uma entrevista que durou 3 minutos e por outra onde me senti em um interrogatório: eu sentada em um sofá e os outros 3 moradores do apartamento na minha frente fazendo uma "anamnese" completa e eu pelejando com meu francês.
Então, escolhi um apê pelo seu estilo, tamanho, localização, preço. Eu, na minha ingenuidade, fiz a visita à noite e não reparei se o prédio era limpo ou se a casa estava limpa. Fiquei feliz pelo resto todo e nem mesmo dei importância ao fato da pia, que fica no meio da sala, estar cheia de vasilha, e a casa meio bagunçada. A pessoa "simpática" que me recebeu disse que o outro coloc estava de mudança e logo concluí que a bagunça era dele. Grande erro! Com o tempo percebi que tinha entrado em uma fria... Falta de sorte!?
Na colocation os nomes de todos os habitantes entram no contrato de aluguel. Para isso, cada um deve ter o seu fiador (uma pessoa francesa, com emprego fixo e que ganhe o suficiente para poder cobrir um calote de 3 meses). Neste caso, você, se for estudante, recebe uma "ajuda moradia" do governo francês que pode chegar à 180 euros por mês ; ).
A "sub-colocation" é quando você aluga o quarto de um colocateur que, por algum motivo, vai ficar um tempo fora de sua residência. Neste caso, você não tem seu nome no contrato do apartamento e, dificilmente, receberá a ajuda do governo.
Alugar um studio foi a minha terceira e atual opção. Você que é estrangeiro, estudante, sem emprego fixo, pode ter um pouco de dificuldade... Vai ter que apresentar uma papelada sem fim, ter um fiador e, em alguns casos, fazer um cheque caução com o valor de 4 vezes o preço do aluguel. Mas é uma tranquilidade que não tem preço...
Outra diferença importante entre a França e o Brasil é que, aqui, você faz a mudança no muque. Então, agradeço ao meu gatinho, amigos e voluntários que se dispuseram a passar o domingo desmontando móveis, descendo 4 lances e meio de escadas, quebrando a cabeça para todas as minhas coisas (sou brasileira!) caberem em um furgão. Agora moro no sétimo andar, mas tenho 2 elevadores!!!
(Você quer mais dicas sobre morar na França? Então clique AQUI e "fale comigo, fale com a gente!")
A pessoa que não tem o "canal" de uma madame Françoise, pode correr um risco. Pode dar sorte de morar na casa de uma família simpática, ou, de morar na casa de uma família que não conversa com você ou que acha que é uma empregada (casos verídicos).
Se você optar por morar numa residência de estudantes, ao fazer a sua inscrição na faculdade, você pode explicitar esse interesse. A própria universidade se encarrega de te inscrever. Daí, ou você vai morar em um quarto de 10 m2 com uma pia, uma cama de solteiro, uma pequena escrivaninha e um armário de duas portas e vai utilizar o banheiro e a cozinha coletivos do seu andar, ou você vai morar num estúdio um pouquinho maior por causa do pequeno banheiro e da piabalcãocozinha.
As vantagens de morar numa residência universitária são o preço e a quantidade de estudante que você pode conhecer. As desvantagens óbvias são os tamanhos dos cômodos, os banheiros coletivos e, se você tem mais de 25 anos, se sentirá uma pessoa anciã.
A "colocation", o que se aproxima à nossa "república". É o modo de vida dos jovens franceses, em sua maioria, solteiros, assalariados, independentes. Aqui está uma grande diferença entre eles e a gente. Na colocation, geralmente, não são amigos que resolvem alugar um apartamento e dividir a vida, são pessoas que se conhecem através dos sites especializados em juntar os "colocateurs" e suas devidas "colocations".
Esta foi a minha segunda opção. Antes de sair da casa da madame Françoise, procurei uma "colocation" em um site. Preenchi um cadastro onde criei meu anúncio, uma pequena propaganda de mim mesma, na intenção de ser escolhida pelo meu futuro(a) colocateur. As pessoas interessadas pelo meu anúncio me enviaram mensagens dizendo que estavam interessados. Entrei em contato com eles e marquei uma visita ao apartamento. Aí chegava um momento, no mínimo estranho, porque, durante essa visita, você avalia o apê e a pessoa, ou pessoas, com quem você dividirá o mesmo teto e toda a intimidade, ou falta dela, que isso pode acarretar. Por outro lado, eles também te avaliam.
Visitei muitos apartamentos: minúsculos, enormes, veeeeelhos, novinhos, imundos, limpos, com 1 habitante, 2, 3, 4 habitantes de todos os gostos e tipos. Passei por uma entrevista que durou 3 minutos e por outra onde me senti em um interrogatório: eu sentada em um sofá e os outros 3 moradores do apartamento na minha frente fazendo uma "anamnese" completa e eu pelejando com meu francês.
Então, escolhi um apê pelo seu estilo, tamanho, localização, preço. Eu, na minha ingenuidade, fiz a visita à noite e não reparei se o prédio era limpo ou se a casa estava limpa. Fiquei feliz pelo resto todo e nem mesmo dei importância ao fato da pia, que fica no meio da sala, estar cheia de vasilha, e a casa meio bagunçada. A pessoa "simpática" que me recebeu disse que o outro coloc estava de mudança e logo concluí que a bagunça era dele. Grande erro! Com o tempo percebi que tinha entrado em uma fria... Falta de sorte!?
Na colocation os nomes de todos os habitantes entram no contrato de aluguel. Para isso, cada um deve ter o seu fiador (uma pessoa francesa, com emprego fixo e que ganhe o suficiente para poder cobrir um calote de 3 meses). Neste caso, você, se for estudante, recebe uma "ajuda moradia" do governo francês que pode chegar à 180 euros por mês ; ).
A "sub-colocation" é quando você aluga o quarto de um colocateur que, por algum motivo, vai ficar um tempo fora de sua residência. Neste caso, você não tem seu nome no contrato do apartamento e, dificilmente, receberá a ajuda do governo.
Alugar um studio foi a minha terceira e atual opção. Você que é estrangeiro, estudante, sem emprego fixo, pode ter um pouco de dificuldade... Vai ter que apresentar uma papelada sem fim, ter um fiador e, em alguns casos, fazer um cheque caução com o valor de 4 vezes o preço do aluguel. Mas é uma tranquilidade que não tem preço...
Outra diferença importante entre a França e o Brasil é que, aqui, você faz a mudança no muque. Então, agradeço ao meu gatinho, amigos e voluntários que se dispuseram a passar o domingo desmontando móveis, descendo 4 lances e meio de escadas, quebrando a cabeça para todas as minhas coisas (sou brasileira!) caberem em um furgão. Agora moro no sétimo andar, mas tenho 2 elevadores!!!
(Você quer mais dicas sobre morar na França? Então clique AQUI e "fale comigo, fale com a gente!")








