segunda-feira, 8 de março de 2010

Em VAL CENIS

Val Cenis é um resort de sky situado nos Alpes Franceses bem ao lado da Itália.
Não tenho como descrever o lugar, as pessoas com quem estive, os meus tombos, o meu final de semana...
Então, vejam algumas fotos.
Bjos












terça-feira, 2 de março de 2010

Aprendendo a Língua Francesa

Estou aqui em Lyon, há quase dois meses, praticamente por conta de aprender a língua francesa. "Que vida mansa" - vocês podem pensar. Realmente, quando eu penso que estou tendo a oportunidade de morar na França, numa cidade maravilhosa como Lyon, conhecendo pessoas diferentes e tendo experiências tão especiais, parece que ainda estou sonhando. Entretanto, com os pés no chão, la vie não é tão rose...

Cheguei em uma cidade na qual não conhecia ninguém. Estive aqui em outubro do ano passado, mas fiquei menos de dois dias, então, tinha só uma pequena noção da cidade. Não sabia onde ficava nada e mal me comunicava em francês. Sentia-me como uma "caloura" no primeiro dia de faculdade, só que em todos os lugares que eu ia e durante 24 horas por dia.


Tudo bem. Sobrevivi a esse primeiro momento. Ter vindo morar na casa da madame Françoise me ajudou muito. Além dela ser professora de francês, havia mais três habitantes: um japonês, um italiano e um árabe. Língua oficial da casa: francês.

Contudo, aprender uma outra língua não é nada simples. Graças aos meus pais e minha avó, falo inglês (ou falava porque agora misturo tudo). Comecei a estudar essa língua aos 8 anos. Mas no Brasil, escutamos músicas, vemos filmes, falamos muitas palavras em inglês no dia a dia.
O mesmo não acontece com o francês. Há um ano atrás, não sabia contar de um até dez. O que sabia de francês era a nomenclatura de balé clássico (que agora, para mim, já ganhou um novo sentido).

Mas vamos pensar em como acontece a aquisição da língua materna. Normalmente, um bebê nasce já inserido em uma cultura onde há uma língua oficial. Há estudos que dizem que mesmo dentro do útero já é iniciado o processo de aprendizagem da fala. Depois que nasce, o bebê passa a escutar tudo ao seu redor. Depois de 3 meses já começa a ensaiar alguns sons. Depois de mais ou menos 2 anos observando, escutando a língua materna, a criança inicia a sua comunicação verbal, dizendo sons que se parecem com palavras, dizendo palavras que passam a ser acompanhadas por verbos, e aos poucos nascem as pequenas frases. Pronto! Não precisa mais só chorar ou apontar para as coisas ou para os lugares. Com três anos uma criança já é capaz de contar o que aconteceu na escola. Com quatro, já é capaz de surpreender um adulto.

A linguagem e o pensamento caminham de mãos dadas. A partir do momento em que a criança adquire a linguagem, ela passa a desenvolver mais o seu pensamento, que desenvolve a linguagem, que desenvolve o pensamento... E assim, depois de mais ou menos 11 anos de vida, a criança passa a ter um pensamento complexo trabalhando com hipóteses. Nessa época, já adquiriu muito vocabulário e é capaz de utilizar todos os tempos e modos verbais no seu discurso.

Vivi isso com a língua portuguesa. O francês é, muitas vezes, semelhante ao português. Ambos têm a sua origem no latim. Só que eu nunca tenho certeza se a palavra que eu quero utilizar é semelhante ou não. Além disso, há as conjugações verbais, as exceções, os casos especiais, as letras que estão escritas mas que não são pronunciadas, a fonética...

Meu problema é:
  • O francês não é a minha língua materna;
  • Não sou um bebê e tenho muito mais de 2 anos;
  • Não tenho um tempo de dois anos para fazer uma pesquisa de campo;
  • Não posso ficar mais me comunicando por sons que se parecem com palavras, nem só com algumas palavras, ou pequenas frases;
  • Preciso de todos os tempos e quase todos os modos verbais para exprimir o meu raciocínio complexo;
  • Preciso de muuuuuuiiiito vocabulário.
Não dá mais para eu conversar, dizendo apenas o meu nome, que eu sou brasileira, a minha profissão e o que eu estou fazendo perdida aqui em Lyon. E não dá mais para ficar com aquela cara de retardada quando a pessoa quer conversar para além desse assunto. A pessoa te olha e acha que você não tem opinião formada a respeito de nada ou que você está com essa cara de retardada porque você realmente é uma. Aí, no desespero eu solto uma explicação:

#tecla sap#
_ Eu não sou estúpida. Eu não compreendi o que você falou. Eu não sei falar bem francês, ainda.

Minha solução:
  • Fazer um ótimo curso de francês;
  • Estudar muuuuuuuiiiiiiito;
  • Ficar atenta nas ruas escutando as conversas;
  • Escutar música, assistir filmes, ver televisão, escutar rádio;
  • Criar situações para que eu possa falar, falar e falar.
Esse último ítem é interessante, porque temos a tendência a formar grupos de iguais. Os brasileiros com os brasileiros, os chineses com os chineses, os americanos com os americanos...
Para mudar esse hábito, que traz conforto e segurança, é preciso se arriscar, se colocar à prova. A própria Universidade onde faço o curso de francês, ajuda o aluno nisso. Podemos fazer vários cursos de danças e esportes em geral, pela quantia de 20 euros por semestre. A maioria dos alunos é composta por francêses. Há um setor especializado que auxilia no intercâmbio de línguas ( um aluno francês querendo aprender português, ou um americano querendo aprender chinês, um brasileiro querendo aprender francês e um chinês querendo aprender inglês), que formam os pares da melhor maneira possível.

Fora da universidade, você encontra, por exemplo, sites como http://www.livemocha.com/ que é de um curso de idiomas on line e gratuito, onde há uma interação entre os interessados em praticar a conversação e a escrita. Fora do mundo virtual, há lugares onde as pessoas se encontram para as "trocas de conhecimento". Aqui em Lyon, tem um café chamado "Café Polyglotta" ou "Café Linguistique" onde isso é possível.

Mas o melhor de tudo, é se colocar em situações de trocas verdadeiras. O meu final de semana em Saint Étienne favoreceu meu encontro com vários franceses, dentre eles, minha nova amiga francesa interessada em aprender português para fazer um curso em Portugal.


Saindo com ela, conheci mais pessoas interessantes e francesas,


que me apresentaram mais pessoas interessantes e francesas...


Língua oficial: francês! E assim, vou seguindo em frente.

PS.: Mas não há nada como falar em português com minha família e amigos brasileiros, viu!!!

(leia também no Blog: Aprendendo a Língua Francesa II - dificuldades mais complexas)

Você quer mais dicas sobre morar ou estudar na França? Então clique AQUI e "fale comigo, fale com a gente!".

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O Brasil é logo ali

Não sei se vocês já sabem, mas voltei a fazer capoeira quando cheguei aqui. Já havia feito dos 15 aos 17 anos, mas depois parei. Naquela época, eu sentia quase que um orgulho nacionalista por aprender esta "arte" totalmente brasileira.
Acredito que isso pode ter contribuído para a escolha da minha atividade física estando eu na França e saudosa do meu país. Sinto-me muito bem em um lugar onde compreendo tudo o que o professor, que é brasileiro, fala, compreendo as letras das músicas e posso usar o meu gingado brasileiro sem medo de ser feliz. Além de tudo, fiquei conhecendo muitos franceses, meus colegas, que têm, comigo, algo em comum.

Neste espírito de "Viva a Capoeira!" e "Viva o Brasil!", fomos à Saint Étienne, nesse final de semana, para um encontro de Capoeira. Saint Étienne é uma cidade com um pouco mais que 180 mil habitantes, localizada no centro-leste da França, 60km ao sudoeste de Lyon.


Quando eu e meus colegas chegamos à cidade, fomos direto para a escola onde estava acontecendo o encontro. É claro que conheci muitos brasileiros, mas a grande maioria das pessoas era francesa. Todo mundo muito engajado, querendo aprender a falar português, cantando as músicas, sedento pelas 6 horas de programação do sábado (incluindo aulas com diferentes professores e uma "roda" final), fora as 6 horas do domingo.

Confesso que 6 horas de capoeira em um dia é muito para mim. Entretanto, amei a aula de percussão onde, finalmente, aprendi a tocar tamborim! Fiquei observando as pessoas, seus movimentos... No final, a "roda" foi emocionante! Muita energia!

Bom, quando meu professor me chamou para participar do evento, disse que dormiríamos por lá e que de noite haveria uma festa brasileira.
_ Mas tem lugar para dormir?
_ Tem. Tem. Mas para garantir, leva um saco de dormir.
Então, comprei um toda feliz no dia anterior, me sentindo uma pessoa super aventureira.

Quando a programação do dia foi finalizada com a "roda" e percebi o pessoal falando em se encontrar na festa em meia hora, fiquei com aquelas perguntas que não queriam calar: E o banho? Onde eu vou dormir?

Aproximei-me de uma colega que estava conversando com um francês e ele falando que tinha lugar na casa. Ele me perguntou se eu e um outro colega também queríamos dormir lá dizendo que, ao todo, seríamos 7 pessoas, que a casa era grande e espaçosa e que tinha cama para todo mundo. Então, tá! Fomos. O apartamento realmente era uma graça e muito espaçoso. Achei ótimo ficar mais próxima dos franceses e conhecer de perto os seu hábitos.
Para meu alívio, todos tomamos banho, nos perfumamos e fomos para a festa.

A Festa Brasileira... Galinhada com banana frita, um grupo de samba e de pagode, um dj que tocou funk e forró. Sentí-me em casa. Dancei, dancei, dancei até às 5 da manhã.





















Entretanto, às 8h 30 o pessoal da casa já estava de pé e pronto para o dia intensivo de capoeira que começaria às 10h 30... (Depois 6 horas de curso + 6 horas de festa + 3 horas de sono???)

# Tecla sap#
_ Eu estou desolada, mas não vou fazer aula hoje. Vou voltar para Lyon.
_ É verdade? Que pena! Você está fatigada?
_ Sim, muuuuito fatigada.

Minha colega, também fatigada, resolveu voltar comigo de trem (viagem que demora 50 minutos e que custa 9 euros).

Foi muito bom passar essas poucas horas na casa dos meus novos conhecidos. Eles, superinteressados a respeito dos costumes do Brasil, queriam que eu ficasse traduzindo as letras das músicas de capoeira e até a "Garota de Ipanema" entrou na dança.

#Tecla sap#
_ Então, queria agradecer por vocês terem me acolhido na sua casa...
_ De nada, mas a gente não habita aqui. A gente habita Paris.
_ Aaaah! Quem habita aqui?
_ No final do ano passado, teve um encontro de capoeira em Paris e ficamos conhecendo a dona da casa. Quando a gente ficou sabendo deste encontro, ligamos para ela e perguntamos se poderíamos dormir aqui. Ela está viajando de férias, mas deixou a chave.
_ Aaaaah! De acordo!


Então, agradeço à dona da casa, seja ela quem for, mas já me tornei sua fã. Haja desprendimento!
Surpreendo-me com os franceses. O saber dar e o saber receber... Poder confiar. Isso é possível. Chegaremos lá?
Quanto ao meu saco de dormir? Agora tenho que arrumar uma nova aventura para estreiá-lo.
Quanto à Saint Étienne? Para mim, super parecida com o Brasil.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Faire la Cuisine

Como vocês já sabem, a França é o país campeão mundial de quantidade de férias. Estou aqui há pouco mais de um mês e já estou curtindo o final das minhas segundas férias. Nenhum sacrifício, é claro.
Entretanto, estou vivendo um período um pouco diferente, pois na minha nova casa, antes com 5 pessoas, sobraram somente eu e meu novo amigo japonês, NAO (o nome dele é esse mesmo e sem acento). O restante está aproveitando as férias em outros lugares.
Nao está aqui há pouco mais de dois meses. Até que a experiência de ficarmos sozinhos foi muito boa para o desenvolvimento do nosso francês, já que a gente não iria ficar uma semana em silêncio. Conversa vai, conversa vem, um dia combinamos:

#tecla sap#
_ Você faz a cozinha em um dia e eu, no outro. Está de acordo?
_ De acordo!

Assim, um dia eu cozinharia uma comida que eu gosto de comer no Brasil e, no outro ,ele cozinharia a comida japonesa que eu também gosto. Então, tá. (Para os outros dias, a madame já tinha deixado pronto).
Pensei... A minha comida preferida: strogonoff de filé. Mas como a madame Françoise, já havia comprado filé de frango, e sua recomendação final antes de seguir rumo às suas merecidas férias na Espanha foi "cuidado com o desperdício": strogonoff de frango!
Liguei pedindo socorro para meus pais, que são cozinheiros de mão cheia. Não nasci com o dom da minha família, incuindo minhas avós e meus tios e tias, mas sou complementar a eles: eles cozinham e eu como. Mesmo com as devidas instruções, na hora "H" acabei fazendo do meu jeito, com os ingredientes que achei no mercado e aqui.

Instruções:
  • Corte o peito de frango em cubinhos. Tempere e espere pelo menos 40 minutos.

(ops! Não tinha 40 minutos para deixar o frango descansar no tempero porque o Nao tinha compromisso em seguida).

  • Frite o arroz, depois de ter fritado as cebolas e o alho (ok!)

(Ops!)

  • Depois que a carne estiver boa, acrescente o milho e o creme de leite.


Ficou com cara de strogonoff, não ficou? Mas devo alertá-los que o arroz daqui é diferente do arroz do Brasil. Ele é menor e mais redondinho e cozinha mais rápido também. O creme de leite é muito mais aguado. O milho em conserva é mais mole. O saleiro não abre para eu ver a quantidade de sal que está saindo. Não tinha molho inglês. Não deixei o frango temperando por tempo suficiente.
Quando o Nao chegou, eu estava na cozinha desesperada com duas panelas no fogão ( muito para mim), e o som na maior altura, única razão do meu sorriso.


Ele logo foi oferecendo ajuda e ocupando-se com a salada.


Conclusão: o arroz ficou grudento e meio queimado. O strogonoff ficou encorpado, depois que meu pai me deu uma solução on line ("dissolva um pouquinho de maisena ou de farinha"), mas meio sem gosto. Então acrescentei catchup e um molho com mostada Dijon. Acabou ficando doce.


Não tinha batata palha, então foi Pringles triturada na mão mesmo.


Para completar (as pessoas aqui têm o hábito de comer pão com "queijinhos nacionais" depois do prato principal, neste caso, do único), o pão, de tão duro, não teve como ser cortado. (Mas esse não foi eu que fiz).


Não sei o porquê, mas Nao não comeu muito...

Hoje, que foi o dia dele "fazer a cozinha" japonesa. Ele convidou uns amigos, fez entrada, salada, prato principal e seus amigos muito simpáticos trouxeram as sobremesas... Tudo uma delícia!


(Pausa para reflexão...)

Não tenho a quem culpar. Não sei porquê sou assim mas, talvez, cada um tenha a sua função no mundo. A minha, definitivamente, não é "faire la cuisine". Nascida em uma família de cozinheiros, eu como. Morando no país da alta culinária mundial, Je mange.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Joyeux Anniversaire!

Hoje é o aniversário daquela pessoa que está comigo desde que meu corpo era formado por uma célula e 23 + 23 cromossomos... Ela me abrigou durante nove meses. Ela me alimentou, cuidou e cuida de mim até hoje. Esteve sempre ao meu lado, testemunhando e me apoiando em todos os momentos de minha vida. Agora, mesmo com um oceano entre nós, sinto sua presença, compartilho com ela minhas novas aventuras e agradeço, todos os dias, a sua existência.


TE AMO, MÃE!



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

"Aquilo"

Bom, hoje eu estava na aula de "Francês Familiar", uma aula, aliás, muito útil para mim, pois existe uma lingua francesa "formal", utilizada para se escrever cartas e falar com pessoas que são, ou mesmo que se sentem, muuuuito importantes e outra língua "familiar", aquela que os mortais utilizam para se comunicar no dia a dia.

O tema da aula era as partes do corpo humano. Então, o professor chamou 3 alunos, que ficaram parados na frente da sala. Iniciou-se uma brincadeira tipo "Macaco disse para colocar as mãos no..." e o professor falava as partes do corpo. (É claro que houve risadinhas entre as brasileiras quando o professor pediu para os alunos tocarem o pescoço, porque a palavra em francês é escrita "cou" e pronunciada sem o "o". Ficamos rindo ao dar asas à imaginação e pensar na colega brasileira pagando o maior mico do ano, rsrsr).

Voltando ao tema da aula... o professor nos ensinou o nome de todas as partes do corpo. Todas não. "Esqueceu-se" de nos dizer o nome dos genitais masculino e feminino. Mas nós, brasileiras que somos, curiosas, participativas e sexualizadas, perguntamos ao professor, em francês ainda falado com muita dificuldade, não pelo tema da pergunta, é claro:
#tecla SAP#
_ E o nome das partes que você não falou? (O professor não entendeu).
_ O nome das partes mais importantes do nosso corpo? (O professor ainda não entendeu).
_ O nome dos genitais? (O professor fechou a cara. Corpo rígido. E respondeu com muita dificuldade, talvez por causa do tema da pergunta):
_ Mas creio que nossas aulas não são para isso. (???)
_ Mas são partes do nosso corpo - argumentamos.
O professor, para dar uma enrolada e pensar no quê fazer, fala para a turma;
_ Vocês estão entendendo o que elas estão querendo saber?

A turma, como de costume, nada responde (90% da turma são alunos chineses. Eles só falam quando recebem uma pergunta direta, assim, olhando no olho e falando o nome. Parece que só as brasileiras têm dúvidas nas aulas).

Uns instantes de silêncio e o professor continua:
_ Elas estão querendo saber coisas para maiores de 18 anos. (!!!)
'Ora bolas'!!! Os genitais 'brotam' nas pessoas quando elas fazem dezoito anos? Como não sabíamos traduzir essa pergunta, simplificamos:
_ Todos aqui têm mais de 18 anos.
O professor fica uns instantes parado, com certeza refletindo. Chega a uma conclusão:
_ Sim, acho importante vocês saberem o nome dessas partes, pois a maioria de vocês vai ficar aqui por mais de 4 meses e pode ser que precise de um médico, de um ginecologista.
Então ele, ainda relutante consigo mesmo, pega o pincel e escreve no quadro:
" Le pénis" e "La vagin". ( Muito fácil, não?!).
Ele pronuncia as palavras e rapidamente as apaga justificando que "não pegaria bem para ele se alguém entrasse lá e lesse as palavras no quadro. O que pensariam que ele está ensinando para os alunos?".


Agora, faço uma pergunta: Eiiimmm? Hellôôôuuuuu!!! 2010! França! Fiquei simplesmente chocada!

Falar ou não os nomes dos genitais sempre foi tema de discussão nos meus cursos para professoras de dança. Sou da opinião de que temos que falar o nome de todas as partes do nosso corpo. E falar da importância de nos respeitarmos, respeitar os colegas, cuidar de todo o nosso corpo que é a nossa primeira casa, etc... E ainda acredito que, se não falamos, ensinamos uma interdição. Ensinamos que são partes inomeáveis, no mínimo.

Fiquei surpresa em encontrar um professor universitário, na França, assim... travado. Mas creio que não é algo geral por aqui. Não acho, de maneira alguma, que seja algo relacionado à idade, pois ele deve ter uns 40 e Madame Françoise, a francesa que me acolhe com muito carinho em sua casa, tem mais de 60 anos e é 10! Ela conversa de todos os temas, é cheia de energia, e até a encontrei no sábado passado em uma festa de música eletrônica em um barco ancorado nas margens do rio (festa badalada e muito boa, diga-se de passagem).


Ontem, ela preparou uma sobremesa super gostosa e interessante chamada " Le riz des amoureux" = o arroz dos amantes.





Um arroz doce, mas sem canela e com gengibre.




#Diálogo com tecla SAP#
_ Por que esse nome, madame? - perguntei.
_ Por que tem gengibre dentro e gengibre é 'verdadeiramente' afrodizíaco.
Estava uma delícia, mas, por via das dúvidas, achei melhor não comer muito. Pedirei à madame para fazer mais um pouco. Vou levar para a aula e compartilhar com meus colegas e com o professor. Quem sabe esse arroz também é bom para a memória, rsrsrsr...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Verdadeiro ou Falso?

No primeiro dia de curso, tive aula da matéria " Culture et Civilization" e a professora nos deu este teste. Pegue uma folha de papel, uma caneta e teste seus conhecimentos a respeito da França.


Vamos ver quantos pontos você consegue fazer:
  1. A escola, na França é obrigatória até os 16 anos.
  2. 25% dos franceses (maiores de 17 anos) têm bacharelado.
  3. As francesas (entre 25 e 34 anos) são "mais diplomadas" que os homens.
  4. Na frança, há 2 milhões de pessoas analfabetas.
  5. Menos de 50% dos franceses trabalham.
  6. A taxa de desemprego na França é de 10%.
  7. Os mais atingidos pelo desemprego são os jovens.
  8. 80% das mulheres que vivem "em casal" trabalham.
  9. A França é o país onde menos se trabalha.
  10. 10% dos franceses saem de férias para o exterior.
  11. Os jovens deixam suas famílias para viverem sozinhos por volta dos 26 anos.
  12. Há atualmente 20 milhões de pessoas com mais de 50 anos (1/3 da população francesa).
  13. 29 anos é a idade média de uma francesa ao ter o seu primeiro filho.
  14. Metade dos casamentos são religiosos.
  15. O número de divórcio dobrou depois de 1980.
  16. 1/3 dos casais se divorcia.
  17. Em 2/3 dos casos, é a mulher que pede o divórcio.
  18. 50% das crianças nascem de casais casados.
  19. Os casais homossexuais não têm o direito de se casarem.
  20. Na França há, oficialmente 3,6 milhôes de estrangeiros.
  21. A maior parte dos imigrantes vêm da África do Norte.
  22. 1/4 dos franceses é de origem estrangeira.
  23. Os imigrantes têm os memos direitos sociais que os franceses.
  24. Os franceses assistem, em média, 3h 30min de tv por dia.
  25. O jornal mais lido pelos franceses é o L'equipe, um jornal sobre futebol.
  26. O orçamento médio de uma família francesa é de 109 euros por dia.
  27. 76% da eletricidade francesa é nuclear.
  28. Na França, há mais de 16 milhões de cachorros e gatos.
Agora, confira as suas respostas: todas são verdadeiras.

E mais algumas curiosidades:

A França tem o record europeu em:
  • consumo de álcool;
  • compras de produtos de beleza e perfumes;
  • número de funcionários públicos;
  • número de acidentes de carro ( podemos associar ao consumo de álcool. Mas, tirando isso, eles são barbeiros demais. Param o carro na rua com uma roda na calçada... Os carros aqui têm a lateral toda detonada. Dá dó!);
  • frequentação das salas de cinema.
A França tem o record mundial em:
  • despesas em medicamento;
  • número de crianças adotadas;
  • número de turistas estrangeiros (são 60 milhões por ano -principalmente em Paris, é claro. Seguindo a fila, encontramos a Espanha, os EUA, a Itália, e a China. Mas uma outra curiosidade é que há uma previsão para a China ocupar o primeiro lugar em 2020).
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