quarta-feira, 19 de maio de 2010

Em TOURS

Passei o feriadão de maio em Tours. Conheci tantos lugares legais que vou dividir a minha viagem em pequenos posts. Começo falando da região, que é a central da França, e é conhecida como "vale da Loire". Ela é muito bonita e abriga mais de duas centenas de castelos. Isso porque, além de ter o maior rio francês, "La Loire", possui um solo fértil, uma temperatura amena, para a Europa, claro, além de ser plana.


Sua paisagem é composta por vulcões adormecidos, plantações de uva e florestas como as que a gente vê nos livros de contos de fada.

A cidade de Tours, linda e antiquíssima, sobreviveu, apesar de ter sido diversas vezes judiada por brigas entre reis e pelas duas guerras mundiais.



Em 1166, durante uma disputa entre o rei da França e o da Inglaterra, a Igreja de Saint-Martin, construída no século IV, foi incendiada. Quatro anos mais tarde, começou-se o trabalho de reconstituição, mas seu tamanho foi reduzido a menos de um terço. O impressionante é que, mesmo assim, ela é enorme e maravilhosa. É um destino certo de católicos pois abriga o túmulo de São Martinho de Tours.



Já a Catedral da cidade, poupada pelos incendiários, continua tão imensa e imponente, que dificulta as nossas fotos.


Os habitantes de Tours são conhecidos pelo seu "sotaque puro" da língua francesa. Eles podem usufruir da vida noturna intensa da cidade que oferece parque de diversões, bares, boites e ótimos restaurantes. Conheci um pouco de tudo, curti muito e aprovei!



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Inutilmente útil

Nesse final de semana, voltei a explorar a imensidão da França. Fui conhecer duas vilas perto de Lyon: Trévoux e Pérouges, ambas vilas históricas.

A primeira, foi... cômica. O que vi de mais interessante na cidade foi seu formato de anfiteatro voltado para o rio Saône, o mesmo rio que corta Lyon. No mais, era domingo e tudo estava fechado. Sim. Todos os restaurantes e, inclusive, o "castelo forte", que seria a grande atração do passeio. Nas ruas, só encontramos turistas, como nós, à procura de um lugar para comer. Acabamos todos no mesmo e único bar comendo crepe e salada. Destino inútil que pode ficar de fora das rotas dos viajantes.


A segunda vila, por outro lado, encheu meus olhos. Quando cheguei nos portões de Pérouges, parecia entrar em um cenário. Famosa por seus galettes, uma espécie de pizza com açúcar, ela é uma cidadezinha medieval e há relatos de sua existência desde 1167. Ela é rodeada por um muro muito espesso. Sua única igreja foi a mais escura que já vi. Localizada bem na entrada da vila, suas paredes são como as do muro de proteção, possui pequenas fendas bem no alto, permitindo a entrada de pouca luz e impedindo a dos inimigos.




Naïs, incentivada pelo padrinho, aproveitou o dia chuvoso para exterminar todas as poças de água que apareciam na sua frente.















Olhem ela toda feliz indo embora...

Ter visitado esta relíquia da França me fez pensar em uma história oriental, que fala de uma árvore solitária que vivia no alto de uma montanha. Acontece que, antigamente, esta árvore possuía outras companheiras que foram cortadas ou por lenhadores, à procura de boas madeiras, ou por caçadores de essências, à procura de novas fragrâncias. Torta e sem cheiro, a árvore ficou por lá. Inútil, ela sobreviveu. Sozinha na montanha, ela abriga os viajantes que se sentam em sua sombra e, assim, descansam.

O mais interessante da história de Pérouges é que nada de importante aconteceu por lá no passado longínquo. Nenhum inimigo tentou entrar nesta cidade. Seus muros espessos não abrigaram pessoas famosas, como também não esconderam nenhum escândalo. Nada! Seus quase mil anos de existência não enchem 10 linhas. E, talvez, por ter sido tão inútil historicamente é que ela tenha sobrevivido, sirva como verdadeiro cenário de filmes, como "Os três Mosqueteiros", e nos permita viajar no túnel do tempo.

domingo, 2 de maio de 2010

Mercado de Domingo

Não acreditei que só depois de 3 meses morando em Lyon é que fui conhecer o Mercado de Domingo, nas margens do rio Saône. Fiquei admirada com o típico mercado francês, com a variedade e qualidade dos produtos.

Aqui, as pessoas valorizam muito o pequeno produtor que tem nos mercados um espaço de venda para seus produtos, geralmente mais baratos que nos supermercados, mas, definitivamente, mais saborosos e saudáveis.

(ostras)


(verduras e legumes fresquinhos)


(temperos variados)


(frutas da estação)


Você pode experimentar de tudo.


(flores)


(salames diversos)


(pães)


(francês gatinho)


(queijos)


(e mais queijos...)


(azeitonas super cheirosas e deliciosas)


(vinhos nacionais)


(tudo ao som de músicas nacionais também)

Tem um espaço para você se sentar e saborear ostras ou suas compras...


Programão de domigo!


Aí, fiquei sabendo que este mercado é o maior de Lyon, mas que, todos os dias da semana, há mercados como este espalhados pelos quatro cantos da cidade. Bom, né? Garanto que minhas visitas vão amar!

sábado, 24 de abril de 2010

E não é que ficou bom!

Resolvi aventurar-me na cozinha novamente. E fiz um jantarzinho simples e rápido que deu super certo. A receita serve duas pessoas.

Como entrada:



Uma abobrinha e
um ovo e meio. Tudo cozido;








Maionese com
mostarda Dijon;








Cortar a abobrinha em 4 fatias,
colocar a maionese.







Amassar o ovo e meio e
colar em cima. Servir à temperatura ambiente.








Uma salada de alface, tomate,
cenoura ralada, meio ovo e azeitonas.




Prato principal:


Dois filés de peixe branco temperados com sal,
pimenta do reino e limão.
Tudo embrulhadinho em um papel alumínio.






Um purê de batata.








Segredo? Misturar 3 bananas amassadas ao purê e ainda acrescentar bastante queijo ralado.







Acompanhamentos...








Se eu fiz e ficou bom, garanto que qualquer um pode fazer.
A sobremesa? Muito fácil: comprei uma mousse de chocolate que estava ótima!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

"Hoje tem espetáculo? Tem sim senhor!"

Domingão, friozinho... dia de dormir. Dormir muito. Dormir mais. Dormir até mais tarde. Dia de ir ao parque? Ou, ao cineminha? Ou dia de passear com a pequena Naïs, afilhada do Alex. Uma criança linda e tão independente quanto seus quase dois anos a permitem ser. Nosso programa? Almoçar em um restaurante chinês, onde o melhor de tudo foi o aquário ao lado da nossa mesa.


Ah! E poder comer com palitos também!


Barriga cheia? Pé na estrada.


Rumo à nossa segunda parada: o "Circo Pinder" com direito a tudo: malabaristas de todos os estilos, trapezistas, palhaços, camelos, leões, tigres.


O mais impressionante foi presenciar o acasalamento dos elefantes. A platéia foi ao delírio!


Brincadeirinha, rsrsrsrs. Era só uma inocente fila de dois.

Mas o escurinho, a mamadeira, o colo do padrinho...


Como eu disse, domingo é dia de dormir, né, Naïs?

Lar doce lar

Andei um pouco afastada do meu blog, mas foi por uma nobre razão. Há dez dias, mudei-me para o meu novo apartamento. Sim, ele é muito francês. Fica situado no coração de Lyon, na rua mais charmosa da cidade, ao lado da principal praça, Place Bellecour. Fica em um prédio bem antigo, daqueles com uma porta de entrada enorme. Passo por dentro de um outro prédio, por um pequeno pátio e subo quatro andares e meio (107 degraus!!!) para chegar no meu lar doce lar.


Este é um apê de 2 quartos, um toilette, uma "sala de banho" (aqui na França tem um pequeno cômodo que é a "casinha" que fica separada de um outro onde ficam a pia, a banheira e a máquina de lavar roupas) e um salãocozinha (sem separação mesmo).


Depois de limpo e arrumado, ele ficou muito charmoso e aconchegante.

Moro com minha simpática "colocateur", que é uma francesa da gema e que, coincidentemente, é psicomotricista.

Agora, sinto-me realmente uma habitante da França.

Uma curiosidade: uma parede do meu apartamento é patrimônio histórico. Pensem no que pode significar a expressão "patrimônio histórico" em uma cidade fundada no ano de 43 a.C. Essa parede foi construída na Idade Média (séc V ao séc XV), mas não sei precisar quando.

Durante o período da Revolução Francesa (1789-1799), Lyon foi atacada pelo exército revolucionário, que destruíu vários edifícios da cidade, especialmente em torno da Place Bellecour. Uma década depois, o chefe do exército, Napoleão, ordenou toda a sua reconstrução.

Mas a parede do meu prédio foi uma das poucas sobreviventes. Disseram-me que ela fazia parte de um muro que protegia a cidade.

Ela possui pequenas janelas com uma vista estratégica para o rio Saône e para a principal igreja da cidade na colina de Fourvière.


Familiares e amigos que quiserem conhecer meu apê estilo "Amelie Poulain", façam suas reservas!

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