1) As pessoas trabalham e pagam muitos impostos.
2) Com o dinheiro, vindo dos impostos, o governo mantém muitos museus, ou mesmo, dá uma ajuda financeira a muito deles.
3) O governo possui suas sedes administrativas nos edifícios mais chiques e bonitos da cidade.
4) O povo, que trabalha e paga seus impostos, paga caro também para entrar nos museus e têm seus acessos interditados aos prédios públicos, os chiques, claro!
5) Estranho, não!?
2) Com o dinheiro, vindo dos impostos, o governo mantém muitos museus, ou mesmo, dá uma ajuda financeira a muito deles.
3) O governo possui suas sedes administrativas nos edifícios mais chiques e bonitos da cidade.
4) O povo, que trabalha e paga seus impostos, paga caro também para entrar nos museus e têm seus acessos interditados aos prédios públicos, os chiques, claro!
5) Estranho, não!?
Acho que foi pensando nisso, que há 27 anos atrás, um ministro da cultura francês criou a "Journée du Patrimoine", que inicialmente era o dia do patrimônio na França. A boa idéia foi expandida para um final de semana e pela Europa, celebrando a história do patrimônio coletivo.
Durante o sábado e o domingo passados as pessoas tiveram acesso ao prédios públicos, museus, jardins, ateliers, fortes, castelos, hospitais, igrejas, teatros, prefeituras, etc. Tudo o que é considerado 'patrimônio' teve suas portas abertas, mesmo aqueles que são administrados por particulares. A maioria dos 150 destinos de visita era gratuita com os guias incluídos.
Esse evento agitou o final de semana. A calmaria, quase que entediante, do domingão de Lyon foi substituída pelas ruas movimentadas, metrôs cheios e filas para todo lado.
Os franceses são orgulhosos do cuidado que eles têm com a sua história. Eles a preservam pois sabem que é um bem precioso e isso faz toda a diferença. Para eles, "o tempo não apaga os traços dos grandes Homens", mas é preciso cuidar.
No Brasil, às vezes, basta dinheiro para substituir uma construção antiga, caindo aos pedaços, por um novíssimo prédio de escritórios... Uma pena, tanto pelo 'caindo aos pedaços' quanto pela eliminação de um vestígio da vida passada.
Ter acesso a esses patrimônios é um tipo de "circo" que deixa o povo contente, pelo menos um final de semana por ano, mas também é "pão", pois alimenta o nosso conhecimento, a nossa alma. Temos acesso livre e direto à história da humanidade, da qual fazemos parte. Entramos em contato com as contribuições deixadas pelos artistas, escritores, políticos, homens de poder e construtores, pessoas que deixaram suas marcas no mundo, seus tesouros para serem contemplados por todos. E que aprendamos com isso!





