domingo, 15 de janeiro de 2012

Nascida para Esquiar - curso 1



Decidi que vou aprender a esquiar neste inverno.

Hoje foi a terceira vez que fui à uma estação de ski na minha vida. As duas outras vezes foram em 2010 e eu só podia me locomover se alguém me puxasse com um bastão. O resto do tempo era só tombo atrás de tombo.

Aprender a esquiar é um desafio para mim. Tenho medo. Medo de velocidade e medo de fazer curva para a direita (vai entender...).

E nem adianta me mostrar as criancinhas de 3 anos já descendo no maior gaz as pistas azuis (nível 2). Eles não têm noção do perigo!!!

Saímos daqui de Lyon, hoje, às 6 horas da manhã, em direção à estação de ski de Courchevel, que faz parte do maior domínio de ski do mundo.

Diferentemente da randonnée, o ski é um esporte caro, ainda mais em Courchevel.

Compramos um "pacote" de um dia da empresa Skimania:
>> transporte de ônibus (ida e volta) + passaporte do dia da estação + um café da manhã (43 euros).
Chegando na estação:
>> aluguel de skis (17 euros/ dia)
>> uma aula (em dupla) de 2 horas (entre 36 à 54 euros/pessoa)

Se você quiser conhecer Courchevel e não estiver com muito dinheiro sobrando, te aconselho a fazer um sanduiche bem gostoso na sua casa, levar uma garrafa d'água e chocolate dentro da sua mochila. Senão, prepare-se para desembolsar 23 euros em um cheeseburguer...

Se valeu à pena? Claro que sim! Taí o vídeo com o resultado do meu primeiro dia de aula de ski! Viram como tenho talento?!

sábado, 14 de janeiro de 2012

Dois Anos de Lyon!!!

Nossa! Aniversário da minha chegada em Lyon...

Merece uma pausa para reflexão...

Há dois anos, fiz uma viagem que mudaria os rumos da minha vida. Bom, não sei se posso realmente afirmar isso. Talvez esta fosse, desde sempre, a única direção possível.

O que me separa hoje da Carolina que chegou aqui no dia 14 de janeiro de 2010? Engana-se quem pensa que são apenas dois anos.

Hoje de manhã, conversando com as mães de umas alunas, me dei conta da data querida. Elas, super simpáticas, me felicitaram pela coragem de enfrentar um país novo, distante, desconhecido no qual as pessoas falam francês e têm a fama de serem frias. Pensativa que estou, disse que, na verdade, não sei se fui corajosa, ingênua, ou louca. Só sei que vim.

Pessoas me perguntam: é difícil sair do seu país, atravessar o oceano e se jogar no desconhecido? É. Muitas vezes deu medo? Deu. Doeu? Doeu. Já pensou em desistir e voltar? Já.

Sair do conforto do ninho familiar, da sua casinha, da sua cidade repleta de amigos queridos, do seu trabalho prazeroso e chegar em um lugar onde todos são desconhecidos para você e que para eles você é só uma "Maria Ninguém" não é fácil. É praticamente um começar do zero.

Descobri que a ignorância dói e não foi ninguém que me contou. Ela doeu forte e várias vezes. E o pior é que, quando se trata deste alto nível de ignorância, você nem sabe como fazer uma pergunta para aliviar a tensão. Às vezes, à única opção que eu tinha era ficar calada. E só. Sorrir ajuda, pelo menos é uma arma secreta e instintiva. Mas nem sempre funciona. Só. Privar-se de boas conversas, ou mesmo de conversas banais, é terrível. Adoro conversar mas, no início, foi difícil. Gente, tenho que admitir que é preciso um certo grau de masoquismo para tamanha mudança.

Felizmente, este estado de angústia não é eterno. Ele passa. E passa não de maneira passiva. Você é o agente da sua história. A necessidade de aprender torna-se tão vital que você acaba se transformando em uma esponja. Suas antenas dos cinco sentidos ficam ligadas o tempo todo. Seu cérebro trabalha, trabalha, como se você fosse novamente uma criança descobrindo o mundo pela primeira vez. Você se exaure, mas aprende.

O que me separa da Carolina que chegou aqui em 2010? Muuuuuiiito aprendizado, uma vida.

O que me separa da Carolina que pôs os pés em Lyon no dia 14 de janeiro de 2010? Uma nova língua, uma casinha super aconchegante, uma pesquisa que vai de vento em popa, meu trabalho como "professeur de danse", como dançarina, como contadora de histórias, além de muitas viagens, momentos inesquecíveis, algumas lágrimas, muitos risos, amigos queridos vindos dos quatro cantos do mundo, quer dizer, dos cinco (considerando os virtuais também), e un amour.

Dois anos de Lyon...
Gente, já ia me esquecendo...
O que me separa da Carolina que pôs os pés em Lyon no dia 14 de janeiro de 2010? Um blog prá contar uma história.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Com o Pé no Topo do Centro



Fui fazer uma randonnée de 4 dias no Massif Central e pisei no lugar mais alto do centro da França. Esta região é cheia de lagos, montanhas e vulcões. Foi simplesmente maravilhoso, principalmente porque as paisagens estavam coloridas com as cores de outono.







Passamos por este lago, Lac Pavin, formado na cratera de um vulcão.




A Randonnée (caminhada ecológica) é uma paixão nacional, muitas vezes ensinada de pai prá filho. Encontramos muitas famílias com suas crianças pequenas subindo as montanhas felizes e contentes. Os franceses dizem que é um esporte natural, gratuito e que, para se entregar a esta paixão, é preciso somente tênis, uma mochila com água e comida, roupas p frio/ chuva e muita energia. As paisagens te dão a motivação que você precisa para subir montanhas.






Um mapa também é importante, apesar de que, nestas regiões, a maioria das trilhas são bem sinalizadas. A sinalização amarela te indica que você está na boa direção. Ela só não pode passar desapercebida.



Mas é claro que às vezes pode bater aquela dúvida...










O meu sorriso na primeira foto é de nervoso e o "V" de "vitória" da segunda é de alívio por ter saído desta floresta aí do fundo. Mas tudo estava tão lindo que até a adrenalina de se perder foi positiva!


Fazer uma randonnée por aqui é super seguro! Nada de assaltantes escondidos no mato, nada de animais selvagens, mas talvez um pouco diferentes.






Uma ótima opção para quem tem o espírito super aventureiro, como o meu, claro!







Ou para quem quer somente aproveitar os momentos simples da vida!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Enquanto seu Lobo não vem

As pessoas me perguntam: "você está gostando de morar na França?". Minha resposta sempre é "sim". Posso citar hoje dois pontos positivos:

O primeiro é poder ver e sentir as quatro estações do ano. Isto prá mim é uma maravilha: aprender com a natureza que a vida é cíclica! O primeiro dia de janeiro começa em pleno inverno, neve, gelo, um super frio. É claro que o aquecimento dentro das casas e os casacos de hoje em dia não deixam a gente sentir frio. Então é preciso se acostumar com o ritual de se vestir: meias-calças, meias, botas, 2 blusas de manga comprida, casaco, calça, cachecol, gorro e luvas... Fazer isso durante duas semanas? Tranquilo! Mas agora, vai se vestir assim durante 6 meses... E a isso, acrescente os dias curtos, a falta de luz... Chegar na Universidade às 8 da manhã com o céu escuro e voltar prá casa às 17 horas em plena noite não é mole não.

Contudo, quando você não está mais suportando sair de casa, nem tanto pelo seu estado depressivo, mas porque você não aguenta mais sair cheia de roupas, chega a bem vinda primavera toda verde, florida e ensolarada convidando as pessoas a saírem do período de hibernação. As pessoas voltam a sorrir, ufa!

Aí chega o verão com temperaturas que chegaram à 38 graus. Ainda bem que eles têm as maiores férias neste período, porque as casas, prédios, escolas, tudo aqui é construído para suportar os meses frios do ano conservando melhor o calor. Só que quando chega o verão, eles continuam conservando o calor... Prá mim, esta estação aqui é super abafada! Faltam janelas e ar condicionados, o que torna impossível frequentar as pequenas salas de cinema ou alguns pubs tipo cavernas...

Mas a estação de agora é uma delícia! Adoro o outono com seu céu azul, suas folhas amarelas, laranjas e vermelhas! As baixas temperaturas são propícias para as bebidas quentes, sopas, para as reuniões nas casas de amigos, para as randonnées nas florestas.


Domingo - PEDE cachimbo - ( descobri isso recentemente porque sempre imaginei um pé-de-cachimbo!!!) fomos fazer um passeio numa floresta ao norte de Lyon. Da mesma maneira que o governo municipal cuida dos lagos, eles cuidam de florestas próximas às cidades onde os franceses têm o hábito de fazer suas caminhadas, colher castanhas, champignos e fazer piquenique, claro! Uma oportunidade de se afastar da cidade, esfriar a cabeça e estar pronto para o trabalho na segundona.

Você passa um dia super agradável no meio da natureza, uma paisagem que você só via em filmes e livros de contos do fadas... E está aqui o outro ponto positivo: passear tranquila pela floresta enquanto seu Lobo não vem.

Lobo? Eles nem pensam nisso. Passeiam felizes pela estrada afora sem que a questão "segurança" passe por suas cabeças... Quando falo para meus amigos daqui que fazer um passeio deste tipo no Brasil pode ser muito perigoso, não por causa de encontros inoportunos com animais famintos, mas por causa do "bicho homem", eles acham que eu invento ou exagero.

É... Realmente é difícil de acreditar no estado deplorável da segurança brasileira. Então, explico que eu cheguei aqui com hábitos e reflexos de quem vivia em estado de alerta contra assaltos e afins e nem me dava conta disso. Depois de passado um tempo, relaxei. Aí, quando fui passar férias no Brasil, primeiro domingo, assisti no "Fantástico" uma matéria sobre "como segurar bem sua bolsa dentro do ônibus, esconder a carteira, não usar celular na rua e andar em alerta e com os vidros do carro sempre fechados"... Ai... Isso é tristemente surreal!

E a reflexão final do passeio florestal foi sobre a crise mundial e o futuro incerto da Europa, da França. Haveria alguma chance do Brasil virar uma "França" e a França virar um "Brasil"? Não chegamos à uma conclusão e nem esquentamos muitos neurônios relaxados com isso. Respiramos profundamente um ar puro e entramos no carro rumo à Lyon! Ah! Ponto negativo: aqui também tem engarrafamento de domingo, viu!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Mestrado na França: loucura ou não?

Se foi loucura ou não pensar em sair da minha vida estabelecida no Brasil e vir fazer um mestrado na França, isso eu ainda não sei. Só sei que eu pensei seriamente nesta mudança de vida numa manhã de setembro e vim morar aqui três meses e meio depois. Três meses e meio para fechar vários ciclos no Brasil e me preparar para o desconhecido na França.

Concordo em colocar um certo grau de loucura nessa atitude quando lembro que eu cheguei aqui em pleno inverno de janeiro me comunicando praticamente em inglês, sem conhecer nada nem ninguém.

O objetivo deste ato insano seria fazer um mestrado que começaria em setembro. Logo, eu teria 7 meses para aprender a língua francesa, porque aqui, os cursos são em francês e os estudantes estrangeiros normalmente têm que fazer uma prova para comprovar um nível intermediário da língua. ( Não fiz essa prova pois meu curso de francês foi na própria Universidade).

Em junho de 2010, me inscrevi no primeiro ano de mestrado (Master 1) de Psicologia Cognitiva e Neuropsicologia. Vocês podem até achar que não, mas a seleção é relativamente simples quando se trata de qualquer Licença (em qualquer curso) ou do primeiro ano de Mestrado. Para eu ser aceita, bastou fornecer minhas notas do vestibular (este é considerado como o equivalente ao baccalauréat, que é uma prova que eles fazem antes de entrar para a Universidade), meus diplomas (graduação e pós-graduação) e seus respectivos históricos de notas (claro que tudo traduzido por um tradutor juramentado), uma carta de intenção e um formulário preenchido.

A Universidade onde eu queria fazer o Mestrado é pública, sendo assim, se tem vaga e se você tem estudos considerados "equivalentes", em tempo e assunto, você é aceito. É mais difícil você entrar no primeiro ano de um curso de qualquer Licença do que no último ano ou no primeiro ano de mestrado. Isso porque as Universidades reservam as vagas dos primeiros anos para os alunos que estudaram nas escolas da região. Os primeiros anos são lotados e os últimos têm vagas por causa da evasão universitária.

Já no segundo ano de Mestrado, tudo muda. De repente, pela primeira vez na vida de um estudante francês, aparece um funil e bem estreito. Para vocês terem noção, há cursos de M2 em que são oferecidos apenas 30% do número de vagas do M1. Além disso, o aluno deve escolher se ele quer um "Master Pro" (mestrado profissionalizante) ou "Master Recherche" (mestrado de pesquisa - que é o equivalente ao mestrado no Brasil). No caso da psicologia, somente com um Master Pro que o aluno receberá o título de psicólogo e que poderá atuar no campo de trabalho. Com um Master Recherche, ele faz sua pesquisa, se prepara para o Doutorado e sua vida profissional acadêmica.

Vocês podem se perguntar:
1) E se o aluno quiser somente fazer a licença? Vai trabalhar em certos empregos que a exigência é somente no nível de licença, mas não vai ser psicólogo.
2) E o que acontece quando um aluno de psicologia que estudou seus anos de licença, fez seu primeiro ano de mestrado e não consegue passar pelo funil e ser aceito no M2? Ele pode repetir o M1 até conseguir entrar no M2 (aumentando suas notas e fazendo cada vez mais estágios), ou fazer como grande parte dos estudantes: desistir e "ir trabalhar no McDonald's", como brincavam meus colegas...

Não... O ambiente do primeiro ano de mestrado realmente não é engraçado e nem justo. A concorrência é presente e explicitada pelos alunos e professores desde o primeiro dia de aula. A seleção para o segundo ano será feita a partir das notas do master 1 (ou notas de cursos equivalentes de outros países), de um projeto de estágio (master pro) ou de pesquisa (master recherche), carta de intenção, currículum vitae, formulário preenchido (ao todo, 20 páginas escritas por você!!!). Além disso, você tem que encontrar um professor que se simpatize com seu projeto e queira te orientar.

Como eu já sou psicóloga, meu único interesse era fazer o Master 2 Recherche. Tomei conhecimento da existência desse tal de funil somente quando estava bem na frente dele. Mas, ao mesmo tempo, fiquei sabendo que meu curso de Psicologia do Brasil e minha pós-graduação em Psicomotricidade serviriam como meus equivalentes de M1, e é claro que minhas notas no Brasil, em português, eram melhores do que minhas notas de M1. Então, ao postular para o Master 2, entrei com meus diplomas e históricos brasileiros, UFA! Por outro lado, estava meio apreensiva porque queira fazer não mais o master 2 em Psicologia Cognitiva e sim, em Psicologia da Saúde e do Desenvolvimento, ou seja, departamento novo, tudo novo, de novo!

Fiquei três meses estudando muito, desenvolvendo e escrevendo um projeto de pesquisa que unisse a psicologia do desenvolvimento, a dança e a educação. Ralei muito e todo o meu esforço valeu à pena! Mas sei que o trabalho que tive foi pouco em comparação com o trabalho que terei nos meus próximos meses...


Loucura ou não, Master 2, aqui estou!!! E se você quer saber qual é L'influence de la Composition Chorégraphique Collective sur le processus de décentration chez des filles de 7 a 11 ans, ou melhor, a Influêncida da Composição Coreográfica Coletiva no processo de descentração de meninas de 7 a 11 anos, aguarde os resultados da minha pesquisa!


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cozinheira? Oui!


Invoquei agora que eu sei cozinhar. É isso mesmo: cismei que virei cozinheira! Acho que o post que fiz há mais de um ano, tem um pouco a ver com isso. Na verdade, fiquei com vergonha depois que o escrevi. Como assim que eu não era capaz de fazer direito nem um strogonoff de frango?

Então, aproveitei a experiência de morar com 2 francesas que cozinhavam super bem. Além disso, tem a minha genética que não posso negar. Cansei de me fazer de ovelha negra da família e me joguei na cozinha! Desisti também de seguir as receitas e percebi que poderia usar minha criatividade a meu favor.





Agora, adoro cozinhar! Tá certo que com isso junto o útil ao agradável. Não tenho árvore de dinheiro para ficar comendo só em restaurante e, além do mais, cozinhar aqui dá gosto.

Tudo começa quando você vai fazer compras. Ai os supermercados daqui... Eles são uma tentação não só prá quem gosta de comer, mas também, para quem gosta de cozinhar. Fico louca com a quantidade de azeites diferentes, molhos, temperos, tipos de carne, mostardas, grãos... (É muito raro eu fazer arroz com tantas opções de grãos que jamais imaginei existir).

Nem vou falar das feiras ao ar livre, dos mercadões de sábado e de domingo... Ainda não consegui experimentar de tudo, mas tento.

Meu paladar mudou depois que cheguei. Vim decidida que iria provar de tudo. Bebida, comida, tudo. Sabe aquele queijo mais fedido do mundo? Já provei. Sabe aquelas coisas horríveis feitas de sangue e tripa? Também e gostei. Quando via que a comida tinha uma aparência estranha, um cheiro bem "diferente", perguntava o que era. Meus amigos franceses sempre falavam: "experimenta primeiro que depois a gente te fala". "Então, tá"! Nunca tive que cuspir.

E tirando as comidas estranhas, existem as que são tudo de bom: o gosto, o cheiro, a aparência. Isso, não só nos restaurantes. Não nos esqueçamos das padarias, confeitarias, chocolaterias! (Aliás, quem inventou o croissant de amêndoas deveria ser preso! É um vício e uma bomba calórica!) E as queijarias? E as casas de vinhos? Detalhe é que nestas, você paga mais caro que nos supermercados e, ainda assim, compra um vinho muito, muito, muito bom por 4 euros...

Tô tão metida a ser cozinheira que, para o jantar de ontem, convidei uns amigos italianos que amam cozinhar, comer e beber. A metideza é tanta que fiz uma pasta com um molho super criativo com uma mistura de champignos. Comprei massa fresca, vinho especial... Como entrada, uma salada caprichada... Contudo, como nem tudo é perfeito, ia fazer uma sobremesa com doce de leite que trouxe do Brasil. Quando abri a lata, havia também uns champignos... Não arrisquei e servi paçoquinha e pé de moleque mesmo. C'était parfait!


domingo, 4 de setembro de 2011

Setembro Chegou!

Setembro chegou! Na verdade, não tenho nada contra o mês de agosto, como muitas pessoas têm. Prá mim, agosto tinha o gostinho de recomeço, de segundo semestre, de "gaz total rumo ao final do ano"! Mas setembro chegou e com ele, o fim das minhas longas férias no Brasil.

Passar férias no Brasil, em Belo Horizonte, minha cidade... Meus olhos mudaram. Vejo coisas que jamais fui capaz de enxergar enquanto estava só do lado de dentro. Adoro a sensação de descoberta, mesmo quando se trata do velho que vira algo novo.

Estava de férias e queria mesmo era aproveitar minha família e amigos. Aproveitei, entretanto não vi todo mundo que gostaria, não passei o tempo que queria com aqueles que vi, mas foi muito bom!

Tem horas que é preciso parar, tomar um fôlego para poder continuar. Ufa! Tá bom! Voltei tranquila.

Setembro chegou e com ele, mais um ano letivo aqui na França. Muitos projetos novos também. Criatividade transbordando... Energia total para estudar e fazer o que eu amo fazer: viver na interseção da dança, educação e psicologia. Contar com meus esforços, minha bagagem e com os acasos da vida. Então, "vamu que vamu!".

Quero dizer um "Muito Obrigada" à minha família e amigos!
Estou abastecida de muito amor e carinho e pronta prá seguir em frente!

Une bonne rentrée a todos nós!!!

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