quarta-feira, 19 de maio de 2010

Apreciando Com Moderação

Há quem diga que a França é o país onde mais se consome álcool no mundo. Não duvido. Qualquer motivo é uma desculpa para fazer um brinde. Aqui, as pessoas têm o hábito de se reunir na casa de uma amigo, para tomar um aperitivo, antes de cair na balada e se embebedar de vez. Em qualquer restaurante que a gente vai, seja para almoçar ou jantar, podemos nos servir desse mesmo "aperitivo" antes da refeição e, durante, de uma boa taça de vinho que não faz mal a ninguém... Na verdade, as pessoas não precisam de uma ocasião especial e nem mesmo sair de casa para isso.

Nas aulas de "francês familiar", perdi a conta de quantos sinônimos aprendi para a palavra "bêbado". Também não sei dizer quantas expressões existem na língua francesa que significam "chapar o melão". Sim. O nível de alcoolismo daqui também é altíssimo.

Devo confessar que sempre gostei de vinho. E aqui, só tem vinho bom. Comprado em um supermercado um vinho caríssimo custa 12 euros. Mas não se preocupem, estou longe de ser uma viciada. Aprecio com muita moderação.

E foi para apreciar um bom vinho que fui conhecer uma pequena vila chamada Vouvray. Situada no vale de "La Loire", ao lado da cidade de Tours, esta região linda é repleta de plantações de uva. Suquinhos à parte, é aqui onde são produzidos alguns dos melhores vinhos do mundo.











Fizemos um passeio pelas "caves" dos habitantes, um tipo de caverna no quintal das casas das pessoas, onde elas guardam seus tonéis e centenas de garrafas contendo seus "tesouros".























Experimentamos os vinhos produzidos pelos pequenos produtores enquanto eles nos davam explicações sobre todo o processo de produção.
Um detalhe: dentro das "caves" a temperatura é em torno de 12 graus, por isso que tomamos vinho à temperatura ambiente.



Durante nosso tour, encontramos "caves" mais simples, mas para a nossa sorte, tinha uma chiquérrima que, excepcionalmente neste dia, estava aberta ao público comum.


Depois de uma tarde de degustação os visitantes podem voltar para casa com excelentes vinhos que variam de 8 à 95 euros.


Alguém duvida que os franceses apreciam seus produtos nacionais?


Em TOURS

Passei o feriadão de maio em Tours. Conheci tantos lugares legais que vou dividir a minha viagem em pequenos posts. Começo falando da região, que é a central da França, e é conhecida como "vale da Loire". Ela é muito bonita e abriga mais de duas centenas de castelos. Isso porque, além de ter o maior rio francês, "La Loire", possui um solo fértil, uma temperatura amena, para a Europa, claro, além de ser plana.


Sua paisagem é composta por vulcões adormecidos, plantações de uva e florestas como as que a gente vê nos livros de contos de fada.

A cidade de Tours, linda e antiquíssima, sobreviveu, apesar de ter sido diversas vezes judiada por brigas entre reis e pelas duas guerras mundiais.



Em 1166, durante uma disputa entre o rei da França e o da Inglaterra, a Igreja de Saint-Martin, construída no século IV, foi incendiada. Quatro anos mais tarde, começou-se o trabalho de reconstituição, mas seu tamanho foi reduzido a menos de um terço. O impressionante é que, mesmo assim, ela é enorme e maravilhosa. É um destino certo de católicos pois abriga o túmulo de São Martinho de Tours.



Já a Catedral da cidade, poupada pelos incendiários, continua tão imensa e imponente, que dificulta as nossas fotos.


Os habitantes de Tours são conhecidos pelo seu "sotaque puro" da língua francesa. Eles podem usufruir da vida noturna intensa da cidade que oferece parque de diversões, bares, boites e ótimos restaurantes. Conheci um pouco de tudo, curti muito e aprovei!



segunda-feira, 10 de maio de 2010

Inutilmente útil

Nesse final de semana, voltei a explorar a imensidão da França. Fui conhecer duas vilas perto de Lyon: Trévoux e Pérouges, ambas vilas históricas.

A primeira, foi... cômica. O que vi de mais interessante na cidade foi seu formato de anfiteatro voltado para o rio Saône, o mesmo rio que corta Lyon. No mais, era domingo e tudo estava fechado. Sim. Todos os restaurantes e, inclusive, o "castelo forte", que seria a grande atração do passeio. Nas ruas, só encontramos turistas, como nós, à procura de um lugar para comer. Acabamos todos no mesmo e único bar comendo crepe e salada. Destino inútil que pode ficar de fora das rotas dos viajantes.


A segunda vila, por outro lado, encheu meus olhos. Quando cheguei nos portões de Pérouges, parecia entrar em um cenário. Famosa por seus galettes, uma espécie de pizza com açúcar, ela é uma cidadezinha medieval e há relatos de sua existência desde 1167. Ela é rodeada por um muro muito espesso. Sua única igreja foi a mais escura que já vi. Localizada bem na entrada da vila, suas paredes são como as do muro de proteção, possui pequenas fendas bem no alto, permitindo a entrada de pouca luz e impedindo a dos inimigos.




Naïs, incentivada pelo padrinho, aproveitou o dia chuvoso para exterminar todas as poças de água que apareciam na sua frente.















Olhem ela toda feliz indo embora...

Ter visitado esta relíquia da França me fez pensar em uma história oriental, que fala de uma árvore solitária que vivia no alto de uma montanha. Acontece que, antigamente, esta árvore possuía outras companheiras que foram cortadas ou por lenhadores, à procura de boas madeiras, ou por caçadores de essências, à procura de novas fragrâncias. Torta e sem cheiro, a árvore ficou por lá. Inútil, ela sobreviveu. Sozinha na montanha, ela abriga os viajantes que se sentam em sua sombra e, assim, descansam.

O mais interessante da história de Pérouges é que nada de importante aconteceu por lá no passado longínquo. Nenhum inimigo tentou entrar nesta cidade. Seus muros espessos não abrigaram pessoas famosas, como também não esconderam nenhum escândalo. Nada! Seus quase mil anos de existência não enchem 10 linhas. E, talvez, por ter sido tão inútil historicamente é que ela tenha sobrevivido, sirva como verdadeiro cenário de filmes, como "Os três Mosqueteiros", e nos permita viajar no túnel do tempo.

domingo, 2 de maio de 2010

Mercado de Domingo

Não acreditei que só depois de 3 meses morando em Lyon é que fui conhecer o Mercado de Domingo, nas margens do rio Saône. Fiquei admirada com o típico mercado francês, com a variedade e qualidade dos produtos.

Aqui, as pessoas valorizam muito o pequeno produtor que tem nos mercados um espaço de venda para seus produtos, geralmente mais baratos que nos supermercados, mas, definitivamente, mais saborosos e saudáveis.

(ostras)


(verduras e legumes fresquinhos)


(temperos variados)


(frutas da estação)


Você pode experimentar de tudo.


(flores)


(salames diversos)


(pães)


(francês gatinho)


(queijos)


(e mais queijos...)


(azeitonas super cheirosas e deliciosas)


(vinhos nacionais)


(tudo ao som de músicas nacionais também)

Tem um espaço para você se sentar e saborear ostras ou suas compras...


Programão de domigo!


Aí, fiquei sabendo que este mercado é o maior de Lyon, mas que, todos os dias da semana, há mercados como este espalhados pelos quatro cantos da cidade. Bom, né? Garanto que minhas visitas vão amar!

sábado, 24 de abril de 2010

E não é que ficou bom!

Resolvi aventurar-me na cozinha novamente. E fiz um jantarzinho simples e rápido que deu super certo. A receita serve duas pessoas.

Como entrada:



Uma abobrinha e
um ovo e meio. Tudo cozido;








Maionese com
mostarda Dijon;








Cortar a abobrinha em 4 fatias,
colocar a maionese.







Amassar o ovo e meio e
colar em cima. Servir à temperatura ambiente.








Uma salada de alface, tomate,
cenoura ralada, meio ovo e azeitonas.




Prato principal:


Dois filés de peixe branco temperados com sal,
pimenta do reino e limão.
Tudo embrulhadinho em um papel alumínio.






Um purê de batata.








Segredo? Misturar 3 bananas amassadas ao purê e ainda acrescentar bastante queijo ralado.







Acompanhamentos...








Se eu fiz e ficou bom, garanto que qualquer um pode fazer.
A sobremesa? Muito fácil: comprei uma mousse de chocolate que estava ótima!
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