sábado, 31 de julho de 2010

Envelhecer na França

Imaginem a cena:
Eu na fila do supermercado com uma amiga, às 6 horas da tarde, comprando o jantar do dia. Na nossa frente, 5 senhoras com idade entre 75 e 100 anos, com seus carrinhos de compra. Então, falo: entramos na fila errada. Procuro uma placa que confirme o meu engano. Nada. Olho para as outras 3 filas e, em todas, vejo cabeças brancas. Comento: que estranho, neste supermercado, não há fila prioritária. E minha amiga responde: se tivesse, seria a maior!
E não é que ela tem razão!

A população da França envelhece a olhos vistos. Há 20.000 centenários e 20 milhões de pessoas com mais de 50 anos entre os 60 milhões de habitantes. Uma criança francesa tem a expectativa média de vida de 80 anos. Além disso, aqui há baixas taxas de doenças cardiovasculares, causa da abreviação de vida de muitos adultos, e, baixa taxa de mortalidade infantil, o que faz com que aqueles que nascem, um dia, envelheçam.


O que é que a França tem que a gente não tem? O hábito de tomar vinho vermelho? A dieta rica em peixe, frutas e legumes? Pode ser. Mas, e os croissants, os queijos, salames, os patês, as sobremesas e a mania de nutella? E a fartura de manteiga, banha, azeite e e óleo nas comidas? Comprar os alimentos light, diet, com 0% de gordura? Isso é uma heresia num país que presa tanto o sabor dos alimentos.

Só que apesar do apetite, eles são mais magros que a gente. Aqui não tem o culto ao corpo sarado e bombado dos brasileiros. Eles optam pelo natural e saudável. São mais ativos também. As cidades mais planas contribuem para eles trocarem o carro pela bicicleta, patinete ou pela caminhada rápida, diga-se de passagem. Nos metrôs, as escadas rolantes servem só para eles subirem ainda mais rápido. Eles envelhecem movimentando-se o tempo todo.

O gorveno francês também facilita a vida longa da população tanto no que diz respeito às ajudas financeiras, à garantia das férias, à aposentadoria digna, quanto ao sistema de saúde, praticamente gratuito e sem filas de espera.

Este último foi revisto e reestruturado, principalmente com relação à terceira idade, depois da onda de calor que atingiu a Europa, em agosto de 2003. O calor de 38 graus somado aos dias longos do verão, à falta de ar condicionado nas casas e às férias em massa dos médicos, acabou matando, na França, 15.000 pessoas. A maioria delas, idosos que moravam nas casas de repouso.

Contudo, o que acredito que seja o grande diferencial da França, que contribui para a vida longa da população, é a maneira de enxergar a velhice. Ela não é sinônimo de doença, dependência, apesar de que, um dia, isso possa acontecer. E, quando acontece, muitos idosos são enviados às "casas de repouso". Se não querem esse destino, o negócio é sair de casa sozinho e à pé com seu carrinho de compras. Voltar para casa e subir 4 andares e meio de escadas, como eu, só que sem reclamar.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Em LONDRES

Fiz uma viagem inesquecível com minha mãe. Nosso primeiro destino foi Londres, a capital da Inglaterra e do Reino Unido.


Esta cidade global é um centro de referências em política, educação, entretenimento, mídia, moda, artes e cultura. Andando pelas ruas você pode encontrar uma grande diversidade de povos, culturas e religiões e ainda, ouvir mais de 300 idiomas.


Londres possui a rede de metrô mais antiga e extensa do mundo. E não é só embaixo da terra que há muito movimento, seu espaço aéreo também é o mais movimentado e é no aeroporto de Heathrow onde há a maior concentração de turistas internacionais.


O que escutei de português nas ruas foi algo impressionante. E depois que achei um bar que vendia coxinha e guaraná antártica, me senti em casa.


É um destino imperdível para quem quer viajar pela Europa. A cidade é linda! A maioria dos prédios comuns é feita com tijolos mais escuros do que os que temos no Brasil.

Isso, somado ao tempo nublado, quase constante, dá a impressão de que a cidade é escura. Mas há também os prédios super modernos que fazem parte do contraste mágico encotrado lá.

A vida cultural é intensa! Museus, pubs, boites, restaurantes e muitos teatros com musicais esperando os turistas 7 dias por semana.


Além do mais, a cidade tem o seu charme por abrigar o Palácio de Buckingham, família e guarda reais.






Para quem quer e pode gastar dinheiro, é um paraíso, primeiro porque a moeda de lá é a libra, que consegue ser mais cara que o euro, e depois porque a cidade é cheia de lojas de produtos eletrônicos e de roupas muito bacanas.


Entretanto, o turista com pouco dinheiro e cheio de energia que não quer ficar dentro de lojas e nem dentro de metrô, tem a possibilidade de fazer um tour à pé pela cidade. Olhando o mapa dá a impressão que os principais pontos turísticos que ficam próximos às margens do rio Tâmisa são longe uns dos outros. Mas é só impressão.



Garanto que quem tem disposição pode aproveitar muito de uma caminhada tanto pelos parques quanto pelas ruas, visitando os pontos mais importantes da cidade. Para isso, o tênis é sempre a melhor opção.














Aos interessados, ganhei de um amigo um roteiro excelente cheio de dicas da cidade. É só pedir e passar aqui em casa para pegar, rsrsrs.



Em VIENNE

Fui visitar esta cidade de 30.000 habitantes a 30 kilômetros ao sul de Lyon. Vienne é super antiga e fez parte do Império Galo Romano lá por volta do ano 47 a.C. Cortada pelo rio Rhône, ela fica entre Lyon e Avignon e tem na sua história fatos importantes relacionados à Igreja Católica e seus Papas.


Atualmente, ela é um centro comercial especializado em comida industrial, mas é o turismo quem alimenta grande parte da economia local, principalmente no mês de julho, quando acontece o Festival de Jazz.

E foi para assistir o Festival que fui conhecer a cidade. Estranhamente, neste ano, dois brasileiros estiveram presentes: Carlinhos Brawn e Mart'nália. Dizem que foi um sucesso. Não consegui comprar os ingressos e nem entender o que eles tem a ver com Jazz.

Mas meu interesse total foi para show da Norah Jones. Então, no início de março, o Alex comprou dois dos últimos ingressos prá gente.

Antes do show, passeando pela cidade, dei de cara com minha ídola. Fiquei imóvel olhando para ela enquanto meu cérebro tentava fazer o reconhecimento de uma mulher comum, agora de cabelos curtos, e menor do que eu. Depois, disse pro Alex: "era a Norah Jones". Apesar da insistência dele para ir atrás dela e tirar uma foto de nós duas, taí uma foto de paparazzi que não tive coragem de tirar...


Mas o que me interessa mesmo é ela cantando e isso foi bom demais!

O Festival acontece nas ruínas de um teatro romano enorme que tem uma acústica indescritível. O show começou com o pôr do sol e a Norah Jones se encarregou do resto para tornar a noite super romântica...




quinta-feira, 8 de julho de 2010

O Sistema de Ensino na França


A França é reconhecida pela sua competência quando o assunto é educação. Acredito que esta fama de "inteligente" foi conseguida à partir do séc XVIII, o Século das Luzes. Nessa época, os pensadores iluministas acreditavam que os seres humanos podiam tornar o mundo melhor mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e engajamento político social. Isso tudo para fazer frente aos resíduos de tirania e superstição creditados ao legado da Idade Média. Com a ajuda posterior vinda dos pensadores humanistas, que também enfatizavam a importância do Homem e da racionalidade, a noção de Escola e a maneira de educar foram totalmente repensadas e reestruturadas. Nasce, na França, a consciência da importância de um sistema de ensino eficaz que tenha como objetivo o desenvolvimento das capacidades intelectuais dos alunos.

Não foi por acaso que escolhi esse destino para continuar meus estudos. Sempre tive a curiosidade em saber quais as diferenças entre a educação francesa e a brasileira. Quais são os prós e os contras? O que temos para aprender com eles? O que temos a ensinar? Como eles enxergam e tratam os alunos? Como é a preparação de um professor? O que eles sabem que não sabemos? O que eles fazem que não fazemos? E tudo isso relacionado ao ensino de dança para crianças?

Infelizmente, ainda não tenho todas essas respostas, mas aprendi como funciona o sistema escolar francês:

O ano letivo começa em setembro e termina em junho. As férias são divididas durante o ano: uma semana no fim de outubro, duas semanas para o Natal, uma semana em fevereiro (férias de inverno), duas semanas de férias na primavera e dois meses para as férias de verão! Faça as contas... bom demais!

Aqui, a escola é gratuita e laica dos seis anos, quando ela começa a ser obrigatória, até o pós doutorado ou até onde sua fome te levar. Ela deixa de ser obrigatória aos 16 anos. Normalmente, os pais colocam os filhos na escola maternal aos 3 anos, mas aí, têm que pagar. E pagam também se querem que seus filhos recebam uma educação religiosa, encontrada somente nas escolas privadas. Fora isso, durante toda a vida escolar pagam as taxas de inscrição anual. A mais cara é a do doutorado: 363 euros, por ano.

A educação da criança do 6 aos 10 anos é obtida no curso preparatório. Dos 11 aos 14 anos, no colégio. E dos 15 aos 17, na lycée, escola. Pela manhã, os alunos começam seus estudos às 8:30h e saem às 11:30h para almoçar. Voltam às 13:30h até às 16:30h. Um detalhe importante é que eles não têm aulas nas quartas-feiras. Um problema para os pais trabalhadores que é resolvido pelas "babás de quarta-feira". À partir dos 14 anos, o aluno pode optar por um curso profissionalizante, mas isso não lhe dá o direito de, depois, entrar em uma Universidade.

Para entrar na Universidade, o aluno tem que ter cursado os 3 anos da lycée, e fazer uma prova chamada Baccalauréat. É uma prova geral para todo mundo, diferentemente do vestibular para entrar em uma Universidade específica do Brasil. Depois, se o aluno quiser continuar seus estudos, basta se inscrever no mestrado, que são mais 2 anos de estudos, apresentando seu currículo, histórico escolar e seu projeto de estudo. Para o doutorado, a seleção é mais específica e depende do curso pretendido, acrescentando 3 anos na vida escolar.

Um estudante estrangeiro que, assim como eu, quer se aventurar a fazer um mestrado por aqui, ainda tem que comprovar o seu nível intermediário da língua francesa e ter os diplomas equivalentes aos exigidos. Eles analisam seu currículo, histórico escolar, seu projeto de estudo e depois te dão a resposta, no meu caso, POSITIVA! Uhuuuu!

Quase 70% dos estudantes que querem continuar seus estudos vão para as Universidades. Os cursos mais procurados são os de letras e os relacionados às ciência humanas. Entretanto, aqui, não é só os estudos universitários que são considerados estudos superiores. Há também as "Escolas Especializadas" e as "Grandes Escolas", que não são gratuitas.

As primeiras são escolas de nível superior ligadas aos estudos de artes, arquitetura, turismo e, também, de estudos na área paramédica.

Já as "Grandes Escolas" são consideradas o que há de melhor na educação superior francesa. Para entrar, o estudante, depois do baccalauréat, ainda tem que fazer dois anos de um curso preparatório para fazer uma prova. Passando na prova, ele entra para a Grande École e, quando sai, seu diploma tem equivalência ao mestrado, permitindo o acesso direto à tese de doutorado. Uma Grande École forma os melhores profissionais nas áreas de engenharia, agronomia, veterinária, educação, defesa e administração pública.

Acho que o Brasil tem muito o que aprender com o sistema de ensino francês, a começar pela gratuidade, pelo incentivo à pesquisa e qualidade incontestável. Além do mais, os políticos e governantes franceses são formados em uma Grande École, com exceção do atual presidente Sarkozy, criticado por ter 'apenas' um mestrado... Um pouquinho diferente do Brasil, né, Lula! Ei, companheiro! Tô falando com você!

Leia, aqui no blog, o que aprendi depois que escrevi esse post: "O Sistema de Ensino Francês: verdades para quem quer ler e enxergar"

E você quer mais dicas sobre morar ou estudar na França? Então clique AQUI e "fale comigo, fale com a gente!".

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Verão em Lyon

Lyon, quinta-feira, 1º. de julho, 3 horas da tarde, 34 graus. Mais de meia hora para escolher uma fantasia em uma loja que mais parecia um forno... Ah! E ser atendida por um senhor distímico que queria de todo jeito me empurrar uma fantasia estilo sexy shop. Velôs em greve... Não sei o motivo mas ontem não pude andar com as bicicletas de aluguel, pois todas as estações, por onde passei, estavam indisponíveis. Então, 4 quilômetros à pé, carregando compras. Nada de vento ou brisa. Imagino que dava para fritar um ovo no asfalto.
Claro que comecei a passar mal, a enxergar pontos pretos, a sentir enjôo. Mais 5 minutos e iria desmaiar...
Então avistei um oásis.


E não pensei duas vezes. Que delícia!


E esse é só o início do verão...

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A Copa NO Mundo

Engana-se quem acha que vou escrever fazendo uma análise sobre futebol. Digo isso porque não sou uma especialista e nem uma fanática por este esporte. Mas sou brasileira e, além disso, filha e irmã de cruzeirences roxos, então, o futebol sempre fez parte da minha vida.

A Copa do Mundo é para mim o melhor momento do futebol. É quando os brasileiros são brasileiros com muito orgulho e com muito amor! É quando o ano começa com um gostinho diferente e que vai dando um friozinho na barriga quando as temperaturas começam a cair.

E quando a Copa chega, tudo é festa. "Vamos assistir o jogo na casa de quem?" "Quem leva o quê?" Churrascão, feijoada, samba, uhuuuu!

E nos momentos que antecedem os jogos, sair do trabalho mais cedo. Pegar aquele trânsito louco para chegar em um lugar já animado, todo mundo sorrindo e de verde e amarelo. O jogo começa e a cidade pára. Não, o país. Silêncio... Gritos de vai, vai, vai! E o coro nacional gritando Goooooool!!!!!!!!!


Mas aqui não tem nada disso. Este ano, pela primeira vez, assisto os jogos longe do Brasil. Até o terceiro jogo, achei o desempenho dos jogadores tão sem graça que me deu saudade dos comentários do Galvão Bueno.

Aqui na França, o pessoal não é tão fanático por futebol. Eles tem, sei lá, outras preocupações, outras causas para lutar. Minutos antes de seus jogadores entrarem em campo, lojas cheias, metrô cheio... Ninguém mais apressado do que de costume. Ninguém sofrendo por perder os primeiros minutos do primeiro tempo do jogo. Além do mais, a seleção da França não recebeu nem meio crédito por aqui. Eles já não gostavam do técnico há anos e os jogadores atuais não arrancam suspiros de ninguém.

Então, ter saído da Copa nesta primeira etapa era algo mais do que esperado. Reproduzo as palavras de madame Françoise, a única francesa fanática por futebol que eu conheço:

#Tecla sap#:
_ Esses jogadores são como os meus alunos. Só que meus alunos têm 15 anos, e eles, 25. Mas não respeitam autoridade, falam palavrões do mesmo jeito. Eles desperdiçam suas inteligências, seus potenciais. Não pensam mais na França, somente em si próprios.

Outros franceses ainda acrescentam que foi bom o que aconteceu e que a França mostrou para o mundo a sua outra face, diferente da face muito conhecida dos Lumières (pensadores Iluministas). Uma face que não é benquista por todos os franceses, mas que é real e que expõe para o mundo pessoas reclamonas e que adoram fazer greve. Agora passam a discutir o que foi exposto e quem sabe reavaliam esse jeito de ser.

(Os olhos nos 'Deuses')

Já a Seleção Brasileira é infinitamente a mais respeitada e temida pelo mundo. Assisti o primeiro jogo em Amsterdam, Holanda, o segundo em Bruxelles, Bélgica, e os outros dois aqui em Lyon. As cores verdes e amarelas ganham destaque em qualquer loja, em qualquer bar. Sempre fantasiada com a camisa do Brasil, (para dar sorte para a seleção, claro) escuto nas ruas "Brasil!", "É o Brasil que vai ganhar a Copa do Mundo!" vindo das bocas estrangeiras.


Perder para o Brasil não é uma humilhação, é quase uma certeza, mas ganhar do Brasil é a glória!


Todo mundo quer ver o Brasil jogar e jogar o seu Futebol Arte. Eles riem satisfeitos, batem palmas quando os jogadores Jogam, com 'J' maiúsculo. Entretanto, quando os jogadores estão com sono, preguiça ou quando nada dá certo, os espectadores entediados passam a torcer contra. Isso me dá uma raiiiiiiiiva! Mas compreendo. Não basta o Brasil jogar e ganhar. Tem que dar show!

Como disse, até o terceiro jogo tive medo do Brasil viver de glórias passadas, medo de mostrarmos uma outra face para o mundo. Com o quarto jogo fiquei mais tranquila, fiquei com esperança. Quem sabe vou gritar h e x a c a m p e ã o !!! em francês...


terça-feira, 29 de junho de 2010

Em LYON

Pois é... depois de umas férias prologadas, estou de volta!

Bom, devo confessar que após meu último post vivi tantas coisas, conheci tantos lugares que agora fica até difícil organizar tudo para compartilhar com vocês... Mas já que este blog exite para isso, respiro e começo:

Receber meus pais em Lyon foi uma super aventura. Pela primeira vez na vida senti que eles estavam sob minha responsabilidade. Virei intérprete, tradutora, guia turística e mais alguma coisa... Tentei mostrar para eles como é minha vida agora, meu dia a dia, os lugares que frequento, as pessoas com quem convivo, a região que habito e esta cidade maravilhosa.


Final de semana em Avignon, Fr.

É... Realmente a cada dia me apaixono mais por Lyon. E eles concordaram que aqui é um excelente lugar para se viver.


Lyon é uma cidade grande, mas não é enorme, e tem toda a infraestrutura de Paris, mais não tem a sua pressa. Há parques, grandes e ótimas lojas, o maior centro comercial da Europa, supermercados, lojas de casa, onde podemos encontrar produtos diferentes dos que vemos no Brasil. A vida cultural também é intensa com seus museus, exposições, espetáculos de teatro e dança, é claro!


A arquitetura da cidade é composta desde ruínas "galo românicas", até construções super modernas. Há 2 rios navegáveis e lindos que cortam a cidade. O sistema de transporte público, formado por metrôs, tramways, funiculaires, ônibus, é excelente. Fora isso, a cidade é praticamente plana, então, a gente anda de bicicleta o tempo todo.



Duas colinas compõem a paisagem da cidade. Uma é a Croix Rousse (Cruz Vermelha), é considerada a colina que trabalha. Isso porque, antigamente, ela era habitada pelos trabalhadores que se ocupavam com a confecção de seda. Hoje em dia, ela virou um lugar "cult" para se viver e é lá que está a maior concentração dos artistas que moram por aqui.

A outra colina, da Fouvière, é considerada a colina que reza. Rodeada por igrejas super antigas, ela tem no seu topo a igreja mais maravilhosa que eu já vi por dentro. Quando você entra na Fouvière, você simplesmente não sabe para onde olhar. Fica literalmente de boca aberta. Cada centímetro da igreja é uma obra de arte. Dizem que a Nossa Senhora de Fouvière, padroeira da cidade, foi quem salvou os lyoneses da peste negra...

Nesta parte da cidade, além de rezar, você também pode comer e muito bem. Esta colina fica na "Vieux Lyon" (Lyon Velha). É lá onde se concentram um grande número de restaurantes, entre eles os Bouchons Lyoneses, que servem a culinária específica daqui.

Com tantos lugares para conhecer, tantas comidas e bebidas para provar é claro que não deu para meus pais fazerem tudo. Terão que voltar mais vezes...

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...