quarta-feira, 6 de abril de 2011

Pequenas Delícias de um Dia Qualquer


Confesso: matei aula prá ir ao cinema! O sol brilhando lá do lado de fora, o céu super azul e eu dentro de uma sala construída para o inverno de temperaturas a baixo de zero, mas que se transforma em uma sauna numa primavera de 25 graus...

Meu professor dando uma aula super monótona de 3 horas e meia sobre "A Atenção". Falando nisso, não consegui prestar atenção no que ele falava (e ele também não, senão teria dado uma aula mais dinâmica). Eu olhei para o relógio, 2:10h. Depois de mais de meia hora, 2:17h. Nossa! Que vontade de dar um grito e sair correndo!

O que eu estava mesmo fazendo dentro daquela sala assistindo a uma aula-conferência? Ah! Aula de mestrado. Mes-tra-do, Carolina, concentre-se! Você está aqui prá isso, lembra?

Ah! É. Mas minha semana está muito atípica com a estréia do espetáculo de dança no qual eu danço, mesmo com minhas novas muletas, fruto de uma entorse no sábado. Contudo, nem a entorse, nem as muletas foram capazes de me parar. Estou tão contente por ter voltado a dançar que no domingo à noite propus à minha professora adaptar minha participação. Como disse antes, ela fala a minha língua e adorou a idéia. Então, estreiei ontem de muleta e feliz!

Voltando ao mestrado e às aulas conferências, aqui na França isso é muito comum. Deparei-me muito mais com professores conferencistas do que com professores educadores. Os conferencistas são aqueles que detém o saber e que expõem seus preciosos conhecimentos e ponto. Nada de relação, nada troca. Pouco importa se o aluno está com a atenção lá ou não.

Isso foi um choque para mim quando minhas aulas começaram. Eu estava acostumada com professores educaDORes, aqueles que partem da dor de um não saber e a transformam em fome de conhecimento. Estava acostumada com relação dentro da sala de aula, com a possibilidade de me identificar com a pessoa, com o profissional, com a sua paixão pelo novo saber.

Por ter estudado muitas teorias sobre educação de origem francesa, achava que fazer parte da Universidade aqui seria como beber água diretamente da fonte. Enganei-me. Como já disse, a teoria mora muito longe da prática. Nesta prática, assisto aulas-conferências, com professores especialistas nas funções cerebrais, mas que mesmo com todo os seus conhecimentos sobre como potencializar os processos de aprendizagem, são capazes de dar aula todo dia na mesma posição, mesmo tom de voz, mesmo tipo apresentação de power point, mesma roupa... Meu cérebro não consegue diferenciar os dias diferentes de aula.

Hoje, eu olhava para os lados, a sala cada dia mais vazia. (Esse esquemão da Universidade é uma espécie camuflada e injusta de seleção natural). Procurei um olhar, um sorriso, alguém que compartilhasse do meu tédio. Encontrei! Risos de cumplicidade. Mas meus outros colegas estavam super concentrados olhando para o professor e fazendo cara de que estavam entendendo tudo. Digitavam sem parar e super rapidamente em seus computadores. Nossa! Prá que tudo isso? Uns verdadeiros robôs!!! É que eles estão acostumados. Para eles, aula é isso desde todo o sempre. Mas prá mim não. O que me resta é meu caderninho e meus desenhos floridos: e viva a Primavera!

Tem dias que a gente tem que admitir que não dá prá assistir aula, pegar a muleta, dizer "au revoir" e sair. Rue de la République é uma rua daqui de Lyon feita para pedestres. Ela é super charmosa, cheia de lojas, cafés e restaurantes. Com o dia maravilhoso, ela estava lotada de gente. Adoro gente! E que gostoso sentir o sol na minha pele e o vento mais quente atrapalhando meu cabelo. (Tchau, inverno!). É nessa rua que fica meu cinema preferido e é prá lá que eu fui! Cineminha e pipoca no meio da tarde... hummm... não tem preço! Pequenas delícias de um dia qualquer...

sexta-feira, 25 de março de 2011

PAQUERAR NA FRANÇA

Já vou logo anunciando o que me dizem as estatísticas: o casal "duradouro" formado por brasileira-francês é muuuuuuiiiito mais comum do que o casal francesa-brasileiro. Hoje eu entendo melhor o porquê. Para que vocês o entendam também, criemos juntos uma personagem hipotética, de nome Iracema, uma linda brasileira, solteira, que resolve passar uns tempos na França, talvez para... estudar!? Ah! E vamos supor que ela não tenha lido meu post sobre "Verdade Universal: só para Mulheres" e que, no fundo, ela procure aqui seu príncipe encantado. Ela pensa ser uma procura bem lógica, visto a quantidade de castelos e homens bonitos encontrados aqui na França.

Falando nisso, deixemos a criação e descrição do perfil de Iracema de lado, e falemos mais sobre os bonitos homens franceses. Como já disse, aqui tem aos montes. Generalizando, e falando de uma primeira impressão, eles são charmosos, interessantes, "viajados", falam francês super bem e para isso têm uma voz mais grave, sexy (ui!). São românticos e criativos a ponto de te dizer algumas pérolas como "seu sorriso porta o sol" (aaaahhhh! C'est mignon!). Com certeza Iracema nunca escutou isso da boca de um brasileiro.

Então, nossa personagem imaginária, recém chegada, já decide ir à luta e sai para a balada francesa, sozinha mesmo, com seu questionário "seleção-natural" dentro da bolsa. Em pouco tempo ela, inteligente como ninguém, percebe que em boites onde só há estudantes, além de só ter estudantes (que geralmente vão onde a entrada é gratuita e as bebidas são mais baratas, perfil um pouco diferente do seu ideal de príncipe encantado), eles estão mais interessados em beber e pirar do que conhecer uma plebéia. Além disso as músicas altíssimas e a sua dificuldade de falar francês a impedem de fazer suas "perguntas-triagem". Mas ela aproveita a música e dança.

Então, ela economiza seu dinheirinho durante a semana e nos finais de semana vai em boites onde é preciso pagar para entrar, beber e respirar. Muitos gatinhos, muitas trocas de olhares e pouca conversa. A galera bebendo e pi-ran-do. Iracema dança e ganha vida!

Ela se lembra do esquema das casas de forró do Brasil e decide aprender salsa (uma febre por aqui), na night e na marra mesmo, prá não perder mais tempo. Percebe que os franceses que dançam salsa estão lá para dançar salsa e que, quando dançam com ela, nem percebem que ela não sabe dançar porque não há relação entre as pessoas que estão dançando, entendem?

Ela, já cheia de bolhas nos pés, desiste dos lugares dançantes e descobre os "pubs", onde há uma grande concentração de homens, que ficam bebendo e conversando com seus amigos, ou fumando do lado de fora. Bom, Iracema não fuma, mas a idéia de começar a fumar para poder puxar papo com alguém, ao perguntar se a pessoa tem fogo, passa pela sua cabeça, mas vai embora. Felizmente, como já disse e reafirmo, ela é inteligente e não está tão desesperada assim, né Iracema?

Iracema percebe que os homens franceses são muito mais "tímidos" que os brasileiros, e como ela também é um pouco tímida, começar uma conversa com alguém é sempre uma batalha.

O tempo passa e nada de Iracema encontrar seu príncipe encantado. Um dia, ela percebe algo que a deixa preocupada: "nas baladas, é raro eu ver um casal se beijando, mas é muito comum eu ver vômitos pela rua. Seria isso uma preferência francesa?". Iracema já está desesperada.

De tpm e com o "mal do país", ela deixa de lado seus planos de casamento e decide sair para comer mesmo. Procura algo bem prejudicial para a saúde, cheio de gordura e calorias e vai à uma lanchonete especializada nisso, e que, ao mesmo tempo, é uma "baladinha" porque, "nunca se sabe, né gente?!" Então, depois de ter comido e de passar horas trocando olhares com um pretendente, ele, uau!, toma coragem e vai conversar com a moça dos olhos de mel. A conversa flui! Coincidentemente eles haviam pedido o mesmo menu prejudicial e isso foi o gancho para uma maravilhosa conversa. Iracema, que era só sorriso, consegue fazer seu interrogatório. Seu candidato obtém uma ótima nota. No fim da noite, na qual eles só conversaram, ele diz: "eu te deixo meu número" (de telefone, claro). Iracema, que estava encantada, mas também de tpm, murcha e se pergunta: "o que vou fazer com o número dele? Eu joguei todo o meu charme e ele não gostou de mim! Por que ele não se interessou por mim e pediu o meu número?".

_ Ah, Iracema! Vamos parar de trololó e simplificar isso porque eu já estou cansando! Eu te explico: quando um francês te deixa o número dele, quer dizer que ele está interessado em você. Se você estiver interessada, pode ligar, ou melhor, não liga não! Manda uma mensagem. É! Aqui eles usam o telefone muito mais para enviar mensagem do que para conversar diretamente com a pessoa. Mas não manda hoje não. Espera pelo menos um dia, faz parte do jogo. Então, diz que você achou a soirée simpática, que você gostou de conhecê-lo e que...
_Mas, Carol, você sabe que no Brasil é o homem que toma essa iniciativa.
_Eu sei, Iracema! Mas aqui é diferente! Você está morando onde agora? Francês morre de medo de levar um fora e acha polido te deixar à vontade prá decidir. Para terminar sua mensagem, você pode convidá-lo para tomar um café ou "um copo" (expressão francesa). E não manda 'um beijo' não!!!
_Ah, não! Acho isso tudo muito estranho!
_Minha filha, então desiste e vai fazer outra coisa da sua vida, ampliar seus horizontes! Fique sabendo que você está concorrendo com as francesas e prá elas isso é mais do que normal! Estranho aqui é quando eu falo como os homens brasileiros agem. Elas acham as atitudes muito diretas e invasivas, porque elas são acostumadas tanto com o tomar a iniciativa quanto com esse tempo looooongo dos franceses. Por isso é que o casal francesa-brasileiro é menos comum.
_Não sei se consigo, Carol. Tô pensando em voltar pro Brasil.
_Ai! Pára com isso, mulher! Consegue, sim!
_E se ele disser não?
_ Não vai dizer não. Deixou o número dele com você: essa é a lógica deles. Correndo tudo bem, ele vai assumir as mensagens e vai te convidar para jantar num restaurante, e havendo interesse das duas partes, podem se considerar namorados.
_Dá até um frio na barriga, Carol!
_Para te encorajar, vou te falar que nós brasileiras temos uma grande vantagem: somos brasileiras!
_E?
_E a mulher brasileira é o sonho de consumo da grande maioria dos franceses. Para eles, a mulher brasileira é o máximo do máximo! Então, quando eles vierem com a indireta do "você tem um 'pequeno' sotaque", maneira polida de perguntar de qual canto do mundo a gente veio, aproveite o momento e fale devagar para perceber a modificação da fisionomia dele: "é que eu sou bra-si-lei-ra". Você já ganha diretamente 10 pontos. Quer pontos extras? Continue sorrindo e dançando, raridades preciosas por aqui! Mas abra seu olho porque homem-mala existe no mundo todo!
_Por que você não me disse isso antes? E onde você aprendeu tudo isso?
_Não revelo minhas fontes. Ah! E tem uma coisa: acrescenta aí na sua lista de perguntas procura-marido se o sujeito tem namorada ou esposa, porque aqui é muito normal ter amante. É quase que um valor prá eles. E, com o tempo, você vai descobrir como o francês pode ser cara-de-pau a esse respeito. Bom, mas depende do que você quer prá sua vida.
_Não quero ser amante não! Eu quero me casar e ser feliz para sempre! Obrigada pelas dicas, Carol. (Iracema faz anotações no seu caderninho).
_Iracema, me escuta: antes de mais nada, leia atentamente o post que eu escrevi em parceria com mulheres de várias nacionalidades. Ele pode esclarecer algumas questões importantes prá sua vida. Você é meio estranha, sabia? E... Aqui, você não tem amigas para te dar conselhos, não?
_É claro que tenho, Carol!


Pensando bem... Pára tu-do! Acho que não foi uma boa idéia deixar a criação do perfil de Iracema de lado e começar a falar de homem. Quando tiver mais tempo, vou reescrever este texto!!!


quarta-feira, 23 de março de 2011

Meu Universo Particular

Tudo começou quando eu tinha 4 anos e minha mãe me matriculou numa escola de balé (en français: ballet). Eu fazia aulas de clássico e a primeira vez que coloquei os pés num palco foi para dançar a música "A Bailarina" do recém lançado disco "Casa de Brinquedos", isso há muuuuuiiiito tempo atrás.

A dança passou a fazer parte da minha vida. Cresci fazendo aulas de clássico, jazz, sapateado, dança de salão, dança moderna e contemporânea. No meu último ano de faculdade, consegui dois estágios, que se tornaram empregos, porque, além dos conhecimentos em psicologia, dançava. Comecei a trabalhar com a dança e a psicologia.

Mas faltava alguma coisa. Então, iniciei meus estudos em psicomotricidade e me matriculei em um curso de teatro. Pronto! E a partir daí foi prática, prática e mais prática.

Mas faltava alguma coisa. Então fiz outros cursos, dentre eles, curso de Leitura Corporal, Pedagogia do Movimento para o Ensino de Dança, curso de Terapia de Casal e de Família. Aprendi muito nos lugares em que trabalhei, com os profissionais com quem trabalhei, com meus colegas, clientes e com minhas alunas-lindas-maravilhosas.

Mas faltava alguma coisa. Então, resolvi vir para a França continuar meus estudos. Queria aprender mais. Entretanto, não posso negar que há um choque cultural quando você sai do Brasil para viver aqui. Brasileiros x Franceses... Nós somos diferentes. Todos temos nossos pontos positivos e negativos. Contudo, é verdade quando dizem que, no geral, os franceses são mais individualistas, menos falantes, calorosos, risonhos... Ainda bem que há exceções, mas nem sempre la vie de um estrangeiro e de sangue latino na França é rose.

No meu Universo particular brasileiro, habitavam pessoas ligadas às artes, pessoas que amavam refletir e trocar idéias sobre o ser humano, as relações, os sentimentos. No meu Universo particular as pessoas trabalhavam com malhas de dança e eram capazes de ficar descalças o dia inteiro. As pessoas rolavam no chão, se penduravam em paredes, e se sentiam muito bem quando estavam com "tudo doendo" (um masoquismo que bailarino entende). No meu Universo particular, as pessoas "piravam" na criação de coreografias, cenários, figurinos e escolha de músicas. Havia troca entre as pessoas: elas se tocavam, se abraçavam e se olhavam de verdade. E eu, aqui, vivendo no muito "polido mundo francês", sentia muita falta disso tudo.

Em janeiro, decidi reiniciar a minha vida esportiva e comecei a fazer aula de Ioga. A professora, também professora de dança contemporânea, me falou do seu grupo e me convidou para participar de uma montagem de espetáculo. Aceitei.

Primeira aula: "trabalhar o animal que existe dentro de você". Foi amor à primeira vista, ao primeiro toque, ao primeiro movimento, à primeira troca. Sentí-me muito bem fazendo parte desta manada. Para minha felicidade, agora, meu Universo particular se expandiu e é habitado também por 19 franceses, 1 alemã, 1 espanhola, 1 chinesa e 1 russa.
















Pessoas tão diferentes mas que compartilham a mesma alegria, a mesma paixão, a mesma loucura.

Posso dizer que agora me sinto mais em casa.

Finalmente encontrei pessoas que falam a minha língua!




segunda-feira, 7 de março de 2011

Cidade Maravilhosa

Enquanto o Brasil está em pleno verão, Carnaval, nós aqui ainda estamos "curtindo" o inverno looooooongo. Na verdade, vai chegando uma hora que frio cansa... Desde novembro, para sair de casa, ter que colocar: calça térmica, calça normal, blusa de mangas compridas, blusa térmica, casacão, meias, botas, cachecol, gorro, luvas... Isso prá andar nas ruas, porque quando você entra em algum lugar, a climatização é inspirada no verão carioca e você tem que tirar quase tudo rapidamente antes de começar a suar... Vida difícil...

É Carnaval aqui também, mas nada de folia além do normal. O que muda mesmo a rotina da cidade é um dia ensolarado. Os franceses aproveitam a super temperatura de 9 graus e lotam os parques, as praças, os cafés e restaurantes que têm suas mesinhas ao sol. Ontem o dia foi assim. A cidade fica ainda mais maravilhosa, cheia de encantos mil... Impossível não registrar!















































domingo, 27 de fevereiro de 2011

Parece simples...



...mas, às vezes, pode ser bem complicado!

Deu uma saudade das minhas pequenas grandes lindas e maravilhosas...

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Chove, chuva!!!

Oi, Gente!!!

Sei que ando muito sumida e tenho recebido e-mails dos amigos perguntando se eu abandonei meu blog, se eu estou viva e etc. Não, não abandonei meu blog e sim, tô vivíssima! Tenho muitos assuntos para vários posts, mas... Vou justificar minha ausência para que todos compreendam:

O que acontece é que, enquanto o ano, no Brasil, começa mesmo só depois do Carnaval, aqui na França, meu segundo semestre de mestrado começou com força total, potência máxima, no dia 1º. de fevereiro.

Tenho 22 horas/aulas semanais concentradas em 3 dias da semana, sendo que 10 delas em um... Vocês já se imaginaram assistindo à 10 horas de aula em um dia? E quando eu digo aula, aqui significa aula expositiva dos professores, cada um com seus conteúdos imensos, suas vozes e power point. Tudo em francês, claro. No final do dia, não só eu, mas a turma toda fica até rindo de cansaço e pedindo misericórdia.

Como já disse aqui, não dá prá entender essas contradições francesas... Qual professor meu que não sabe que t-o-d-a-s as minhas faculdades cognitivas estarão supermega comprometidas depois de mais de 5 horas desse tipo de aula? Porque aqui, nada de vídeos, filmes, descontração. A única piada que um professor contou, ninguém riu. Eu não ri porque nem entendi que ele estava fazendo uma piada. Fiquei sabendo, somente no dia seguinte, que um comentário que ele fez era para ser engraçado. Se eu soubesse, mesmo achando sem graça, como meus colegas o acharam, eu teria gargalhado bem alto para tentar reforçar esse comportamento dele e deixar a aula mais leve.

Bom, além disso, o esquema do mestrado na França é diferente do esquema no Brasil. Seus dois anos são independentes, detalhes para um outro post. Contudo, o que há de muito especial é que a gente tem que fazer 1 pesquisa em cada ano e escrever uma monografia para cada uma delas...

Neste meu primeiro ano, estou fazendo uma pesquisa sobre "a Memória e a Aprendizagem de Vocabulário de Língua Estrangeira". Na verdade, entrei num projeto de pesquisa de uma aluna de doutorado e já peguei o bonde andando. Então, estou trabalhando no Laboratório de Ciências Cognitvas com ela e mais um colega e estamos no início da fase de experimentação, que será feita, ao todo, com 60 pessoas.

Já comecei a escrever a monografia, mas, para isso, tenho estudado muito, porque é a primeira vez que me deparo com esse tema e o nível da pesquisa já é de doutorado. Estão entendendo o meu drama??? Agora imaginem ler praticamente todos os artigos em inglês... Yes, Inglish, porque a maioria das publicações sobre esse assunto é em inglês e, minha gente, depois que comecei a falar francês o meu inglês não é mais o mesmo, mas isso é assunto para um outro post.

Além disso tudo, uma novidade: voltei a dançar! Estava eu tranquila, na minha aula de Ioga, quando a professora, que também é professora de dança contemporânea, me disse que estava montando um espetáculo de dança e perguntou se eu queria participar... É o mesmo que perguntar se macaco quer banana: é claro e bien sûre! Então, estou também pegando o bonde andando na montagem, nas aulas, nos ensaios, que às vezes acontecem inclusive aos sábados, mas isso tudo é bom demais! Assunto para mais um post.

Entenderam o meu sumiço? (Lembrem-se que também sou dona de casa!). Agora, tenho que ficar mais centrada e muito mais disciplinada. Depois que organizei a minha agenda, incluindo meus horários de estudos, anunciei seriamente à uma amiga brasileira, num sábado à noite, enquanto estávamos, no metrô, nos dirigindo para uma balada:

_À partir de agora, meu nome é Es-tu-do!
E ela, sem nem titubear, me retrucou:
_E seu sobrenome? Gandáia?

A gente tem uma vida que é prá ser muito bem vivida!
Como Belzinha me disse um dia: "Saletão, se você tá na chuva, é prá se molhar!"

Então, "chove, chuva! Chove sem parar!"


Leia-me!


Uma amiga me mostrou uma imagem semelhante em francês. Achei tão linda, forte e romântica... Resolvemos fazer uma versão em português para vocês!
Bjos, pessoas queridas!

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